Pré-candidato à prefeitura de Campo Grande, o deputado federal e presidente regional do PSDB, Reinaldo Azambuja rejeitou convite do governador André Puccinelli (PMDB) para figurar nas pesquisas quantitativas e qualitativas que definirão o candidato do grupo político à sucessão de Nelsinho Trad (PMDB).
A atitude de Azambuja afasta a possibilidade de aliança com o grupo do governador e reafirma a posição do PSDB de lançar candidatura própria à prefeitura no ano que vem.
“O governador perguntou se eu gostaria de participar das pesquisas. Eu disse que não, pois para mim isso não passa de um jogo de cartas marcadas”, disse o deputado ao site Capital News.
Para o tucano, o governador tem como objetivo lançar o também deputado federal Edson Giroto que até trocou de partido para viabilizar seu projeto político. Giroto migrou do PR para o PMDB.
“Ele já está escolhido”, avalia Azambuja, reiterando que pretende sim enfrentar o grupo do governador nas eleições em Campo Grande.
O tucano reconhece que Giroto é um nome forte pois terá o apoio do governador e do prefeito de Campo Grande. “A máquina sempre pesa muito”, analisa.
Mesmo assim, ele afirma que ter condições de concorrer. “O mais importante de tudo é que o eleitorado é quem decide. Sou um nome ficha limpa em todos os cargos que ocupei”, valoriza.
Para o dirigente partidário, pesquisas não podem ser o único fator definitivo para uma candidatura.
"O André quando concorreu em Campo Grande [em 1996] aparecia com praticamente zero nas pesquisas e venceu. Eu quando concorri pela primeira vez em Maracaju aparecia com 1% e saí vitorioso. Portanto, mesmo que a pesquisa seja séria, ela pode estar retratando apenas uma realidade do momento", opina.
Sem medo de rejeição
Azambuja que foi prefeito de Maracaju duas vezes assegura que não teme rejeição do eleitorado da cidade por este fator.
“Nasci em Campo Grande, cresci em Campo Grande e fiz faculdade aqui. Depois fui para Maracaju em razão de problemas familiares, quando o meu pai faleceu. Depois quando me elegi deputado estadual, voltei para a Capital”, afirma.
Apesar disso, ele cita que o local de nascimento não qualifica, nem desqualifica ninguém. “O importante é a qualidade do que você pode oferecer a população. Quero disputar em Campo Grande mais do que nunca porque gosto de desafios”, explica.
Outra ex-prefeita de cidade do interior que é cotada para disputar a eleição em Campo Grande é a vice-governadora Simone Tebet (PMDB) que surpreendeu ao transferir seu domicílio eleitoral para a Capital.
Para Reinaldo tal movimentação é normal da política. “Caso o candidato chapa branca não dê certo, a Simone passa a ser uma opção”, opina Reinaldo Azambuja.
Nesta manhã, durante entrevista ao programa Tribuna Livre da FM Capital, Reinaldo havia falado sobre a tentativa de resgatar a parceria com PPS e DEM. Veja abaixo
