O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), pré-candidato ao Senado, rebateu na tarde desta segunda-feira (31), a declaração do secretário de Estado Extraordinário de Articulação, de Desenvolvimento Regional e dos Municípios e pré-candidato ao governo, Nelson Trad Filho (PMDB) e disse que aliança entre PT e PSDB diz respeito apenas aos dois partidos.
“Tem gente que não é nem do PT e nem do PSDB e quer conhecer mais dos nossos dois partidos. Em resposta à essas pessoas que querem ditar regras dentro do PSDB e PT esperar a autorização e formalizar a aliança”, enfatizou.
Questionado sobre o prazo para a decisão das Executivas nacionais dos dois partidos, o parlamentar lembrou que a resposta deve ser dada até 30 de junho, mas que a reposta poderá ser dada no próximo mês.
“Os sinais são positivos, mas precisamos que as Executivas nacionais deem autorização pra gente desmistificar essa história que uns dizem que é impossível improvável, que não vai acontecer. Creio que faremos isso até o fim de abril”, estimou.
As declarações de Azambuja foram feitas durante o Ciclo de debates, "Políticas de Gestão e Proteção do bioma Pantanal", que discutiu o Projeto de Lei do Senado (PSL) 750/11, que trata sobre o assunto.
O ciclo de debates foi proposto pelos senadores Delcídio do Amaral (PT/MS) e Blairo Maggi (PR/MT), autor do projeto e presidente da Comissão de Meio ambiente e que discutiu a contrução de uma legislação que assegure a conservação do Pantanal.
Para Azambuja, o tema é preocupante e deve ser discutido. “Temos 2/3 do Pantanal e Mato Grosso 1/3. Acho que essa lei do Blairo acaba criando uma série de problemas, tem que ser debatido com os institutos de pesquisa, com cautela, e não podemos aceitar que alguém do MT diga o que temos que fazer aqui, isso tem que ser discutido com quem detém a maior parte do Pantanal”, pontuou o parlamentar.
Nelsinho – o pré-candidato ao governo do Estado pelo PMDB, havia declarado que uma aliança entre PT e PSDB seria “incoerente”. “Eles são ferrenhos adversários históricos. Não tem coerência”, criticou.
Na ocasião, ao ser indagado se a aliança seria um empecilho para os interesses do PMDB nas eleições deste ano, o pré-candidato ao governo reafirmou que a preocupação é com as ideologias partidárias. “Não tenho medo da disputa, apenas quero coerência nas coisas. Eles falam tanto disso então porque não praticam?”, questionou encerrando o assunto.

