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Política Quinta-feira, 24 de Julho de 2014, 15:29 - A | A

Quinta-feira, 24 de Julho de 2014, 15h:29 - A | A

Azambuja apresentou propostas durante encontro com lideranças comunitárias

Alessandra Marimon (Especial para o www.capitalnews.com.br)

O candidato a governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), apresentou na noite dessa quarta-feira (23), durante encontro com lideranças comunitárias de Campo Grande, propostas da candidatura. As informações são da assessoria do candidato.

Reforçar os pólos regionais de saúde no interior de Mato Grosso do Sul para que o atendimento esteja mais próximo do cidadão foram algumas das medidas previstas pelo candidato. A medida também beneficiaria a população da capital sul-mato-grossense, já que quase a metade dos tratamentos médicos de todos os 79 municípios do estado é feito nos hospitais de Campo Grande.

Reinaldo afirmou que, caso eleito governador, irá reforçar pólos regionais de saúde, com oferta de exames e a presença constante de médicos especialistas. “Hoje, quase 50% dos atendimentos são feitos em Campo Grande. Isso cria um caos na capital e um sub-atendimento no interior”, avaliou.

Um dos fatores que contribui para esse cenário, na opinião de Reinaldo, é o sub-financiamento. Com base em informações de uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), o candidato afirmou que Mato Grosso do Sul não tem investido 12,5% de seu orçamento anual na Saúde, conforme determina a legislação.

Reinaldo disse ainda que a precariedade da estrutura da Saúde de Mato Grosso do Sul é percebida na falta de hospitais e de centros, além da dificuldade do acesso a exames mais complexos e cirurgias. “Os postos de saúde vivem cheios e há uma enorme concentração de serviços em Campo Grande, o que gera trânsito de ambulâncias do interior para a capital”.

A situação é ainda mais grave, segundo ele, quando observada a questão dos leitos. De 2005 a 2012, Mato Grosso do Sul foi o estado que mais fechou leitos no País. Desde aquele ano, 1,4 mil deixaram de atender o Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, conforme o Conselho Federal de Medicina (CFM).

No que diz respeito à capital, os avanços não conseguem ser notados, porque Campo Grande atende pacientes de vários municípios. Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) revelou que a rede pública da capital precisaria de mais 800 leitos hospitalares e de pelo menos 50 leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) para atender toda a demanda.

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