Essa nova opção se fundamenta em buscar uma alternativa política para os estado baseado num programa de desenvolvimento econômico sustentável, o que implica questionar o modelo vigente, que privilegia o capital, o lucro em detrimento do meio ambiente. Tal modelo está causando uma verdadeira catástrofe ambiental de tal monta que hoje já sentimos as profundas transformações já nos afetam no dia-a-dia, tal como o aumento da temperatura.
Em que pese suas diferenças políticas e pessoais, as duas principais candidaturas colocadas estão comprometidas com setores da oligarquia bovina regional e dos usineiros, estando portando comprometidos em maior ou menor grau com seus interesses. Seus programas são quase que iguais do ponto de vista do desenvolvimento econômico. Ambos privilegiam o capital em detrimento do meio ambiente.
Hoje o estado carece de uma alternativa política deslocada dos interesses do grande capital, que contemple os interesses mais gerais da sociedade, que passa necessariamente pelo respeito ao meio ambiente. Desenvolvimento sustentável tem sido uma expressão usada por todos, mas na prática os poderes públicos tem privilegiado o aspecto puramente econômico do desenvolvimento, e as conseqüências aí estão.
O PV deve procurar o PSOL, PSTU e outros partidos, para construir uma terceira via que tenha como eixo a defesa dos interesses ambientais e dos trabalhadores, ambos massacrados pelo grande capital, e que não tenha o rabo preso com o latifúndio, nem com os grandes empresários, e podendo, portanto, adotar efetivamente políticas em consonância com o conceito de desenvolvimento sustentável.
Essa coligação também teria uma política mais consistente no que se refere às questões indígenas e agrária. Enquanto as outras candidaturas se aliam ao agronegócio em detrimento da agricultura familiar e da agroecologia, o PV deve buscar alianças com aqueles setores que sentem diretamente os efeitos perversos de um modelo econômico que só nos oferece concentração de terra, desmatamento, extermínio das comunidades indígenas e a exclusão social nas cidades.
Um novo modelo é possível!
Queremos construir essa plataforma a partir dos movimentos sociais organizados, os movimentos que efetivamente tem interesse na mudança em nosso estado.
Por: Haroldo Martins Borralho (militante sócio-ambiental em Campo Grande)
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