Novamente o embate entre petistas e peemedebistas sul-mato-grossenses gera polemica na política nacional. É a continuidade das discussões sobre quem deve fazer palanque para a candidata à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Presidência, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef (PT), por aqui. Em recente entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo, o governador André Pucinelli (PMDB) afirma que é “monogâmico”.
Pucinelli ainda teria dito, segundo o veículo, que “sua relação é boa ‘com 90% dos petistas’".
Veja a íntegra da entrevista concedida à Folha.
“FOLHA - Com uma candidatura de Zeca do PT em MS, como fica a aliança entre PT e PMDB para a disputa presidencial?
PUCCINELLI - Lula veio em janeiro e disse: quero o PMDB junto comigo. Dilma, quando se encontra comigo, diz que quer o PMDB. Eles [PT] que devem ficar preocupados.
FOLHA - Para o ex-governador, a aliança local entre os partidos seria suicídio.
PUCCINELLI - Essa disputa acirrada foi só contra ele. Eu me relaciono muitíssimo bem com o senador Delcídio [do Amaral] e com a maior parte dos deputados do PT.
FOLHA - Zeca diz não se importar em ‘dividir’ a candidata.
PUCCINELLI - Ele não tem problema com isso, mas eu tenho. Não estou pedindo para ele deixar de ser candidato. Agora, se ele for candidato e oferecer o palanque à Dilma, eu não aceito. Eu disse que sou cristão e monogâmico.
FOLHA - Num cenário com Zeca na disputa, quem seria seu candidato a presidente?
PUCCINELLI - A prioridade absoluta é a Dilma. Se me rejeitarem, o que posso fazer?”
A Folha ouviu também a Zeca do PT. Veja a entrevista concedida pelo ex-governador ao jornal
“FOLHA - Como fica sua candidatura diante de uma aliança entre PT e PMDB para o Planalto?
ZECA DO PT - Eu já discuti esse assunto com o presidente e disse que, no caso de Mato Grosso do Sul, seria impossível, quase um suicídio, o PT não ter candidatura própria.
FOLHA - Puccinelli diz que apoia Dilma, mas não aceita que ela tenha dois palanques no Estado.
ZECA - Se o André vai apoiar a Dilma ou não vai, é problema dele e não nosso. Se ela tiver dois, três palanques, ótimo para ela e vamos continuar a trabalhar por ela. Não tem problema.
FOLHA - O sr. acredita que o Planalto possa favorecer uma aliança pela reeleição de Puccinelli?
ZECA - Não, até porque conheço de perto a cabeça do presidente Lula. A minha candidatura está entregue a Deus e ao PT regional. Como sinto que Deus quer o melhor para seu povo, e não um governo truculento, minha candidatura é irreversível.”
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
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