A saída ou retirada dos cargos de confianças no governo do Estado não atingirá mais os aliados do PSDB e PPS, é o que afirmou o governador André Puccinelli (PMDB) na manhã desta quinta-feira (22). Ele admitiu que não demitirá os indicados, como havia “pensado” e declarado a 10 dias, onde afirmou a toda imprensa que estava estudando tomar a mesma medida que o prefeito de Campo Grande, devido as candidaturas próprias dos tucanos e socialistas na disputa pela prefeitura da Capital.
André diz que refletiu e pesou duas justificativas: não é eleição que ele tem que se meter e todos os seus secretários são bons e mais técnicos do que político, apesar de indicação ou participação nos partidos. “Decidi não tirar. É eleição municipal. Não pode misturar as coisas e nem me compete mexer nos trabalho do Estado, por questões ‘pessoais das cidades’ ”, garantiu.
O governador foi lembrado pela reportagem que havia declarou no dia 13 de março que poderia estender as demissões que vão ocorrer no secretariado municipal para o Estado. Mas admitiu que estudou e ‘voltou’ atrás. “Voltei e não vou fazer o que disse. Como vou demitir a Tereza (Tereza Cristina Corrêa da Costa, secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo)?. É indicada do PSDB para o cargo, mas por minha escolha e está muito bem onde está no Governo do Estado. Como outros também”, ratificou.
Já nos cargos ocupados por ex-prefeitos no Governo, André comentou que ainda tenta manter nas funções o ex-prefeito de Ribas do Rio Pardo, José Domingues Ramos (Zé Cabelo), e o ex-prefeito de São Gabriel do Oeste, Adão Rolim, até para mantê-los longe da disputa. “Quero eles aqui e não voltar lá para sair mas gente para concorrência”, disse.
Sai quem for para eleição
André comentou que somente sairão aqueles que serão candidatos. “Vão sair aqueles que já me falaram que serão candidatos e todos que por lei tem que sair. O Lamartine do Procon, o Hashioka da Agepan, que disseram que sairão a vereador e a prefeito, são exemplos”, apontou.
Campo Grande
As demissões na administração de Campo Grande ocorrem porque o PPS e o PSDB decidiram indicar Athayde Nery e Reinaldo Azambuja, respectivamente, para enfrentar Edson Giroto na disputa pela Prefeitura. Os dois partidos tinham até está terça-feira (20) para comunicar posição oficial. Ambos fizeram a conversa com Nelsinho Trad e ratificaram candidaturas.
No dia 30 de março devem ser exonerados Carlos Alberto de Assis, da Funesp, Maria Cecília Amêndola, secretária de Educação (PSDB). Pelo PPS, Luiza Ribeiro, diretora da Funsat (Fundação Social do Trabalho), Roberto Figueiredo, que preside a Fundação de Cultura, e o diretor do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), Cézar Galhardo.
