A escolha do candidato do PMDB que tentará suceder Nelson Trad Filho na Prefeitura de Campo Grande na próximas eleições deve ficar para o ano que vem. A informação é do governador André Puccinelli que, junto com Nelsinho, será responsável por indicar o preferido – após pesquisas quantitativas e qualitativas. A informação é de André, que concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira (8), ao Programa Tribuna Livre, da FM Capital.
Três nomes ainda permanecem na disputa: o presidente da Câmara Municipal, Paulo Siufi; o deputado federal Giroto; e o também deputado federal Luiz Henrique Mandetta, do partido aliado DEM. “Pensávamos que até o final do ano teriamos a decisão, mas, a coisa está mais acirrada.”
O governador aproveitou para passar um recado ao trio. Segundo ele, informações dão conta de que eles estão apontando supostos defeitos nas atuações uns dos outros. “Um passarinho verde me contou que A está falando mal de B, que está falando mal de C.”
Ele também comentou sobre o futuro político do atual vice-prefeito Edil Albuquerque e do secretário de Estado de Habitação Carlos Marun, que pretendiam defender o PMDB para tentativa de permanecer na Prefeitura. “Após as pesquisas qualitativa e quantitativa, Nelson Trad Filho e eu definiremos o candidato. Moka hoje é senador, ele queria ser prefeito. Hoje, Giroto é deputado federal. Celina foi para o Tribunal de Contas [do Estado]. [André lembra que ambos queriam ser candidatos a prefeito também, mas, após escolha do partido, apoiaram o candidato de consenso]. Vamos tentar fazer Edil novamente vereador. Edil é um dos grandes companheiros e ele terá meu apoio e apoio do PMDB. O partido deve isso ao Edil, eu devo isso ao Edil. Sobram três: Mandetta, companheiro do DEM; Paulo Siufi e Giroto.”
“Mas, não pode falar mal. Ué, era bom companheiro e agora quando está sendo ultrapassado nas pesquisas fala mal. Eu e o Nelsinho reprovamos isto. Falar mal é começo de derrocada para não ser escolhido. (...) Então, não podem falar mal nem dos adversários. Mostrem propostas. Não precisa falar mal para ganhar eleição”, complementou.
Apoio petista
André se posiciona com dúvidas sobre possibilidade apoio mútuo entre PMDB e PT no Estado, assim como ocorre nacionalmente. “Michel Temer , como vice-presidente foi um dos grandes articuladores para que o PMDB estivesse com o PT. Aqui no Mato Grosso do Sul, infelizmente não houve esta possibilidade. Alguns dizem infelizmente, outros dizem felizmente, não houve está oportunidade porque o PT quis lançar candidatura própria. É um direito que tem. Levou chumbo. É mais dúctil do que ferro. O sul-mato-grossense escolheu. Temos 3 anos e 20 dias.”
Com relação à ajuda da bancada federal, André se posiciona agradecido aos deputados federais e senadores, incluindo os petistas e Dagoberto Nogueira (PDT) – que era deputado federal e de partido adversário do PMDB em Mato Grosso do Sul. “Eu não tenho o que reclamar porque todos auxiliaram e continuam auxiliando. Seja do PP, do PSDB, do DEM, os deputados federais e senadores estão auxiliando. Muito bem... lá na frente pode o PMDB se aliar ao PT, em nível de Estado? Pode o PT estar com o PMDB em nível de Estado? Pode. Política é feita de gestos e de etapas. Agora é a etapa municipal, é muito cedo para falar da etapa de 2014. Quem sabe o PT apoia nosso candidato a prefeito em Campo Grande e, quem sabe em decorrência disto, pode haver um apoio recíproco do PMDB ao PT no futuro. Tudo pode.”
Nos bastidores, a conversa é forte de que André e o senador petista Delcídio do Amaral teriam acordo visando uma candidatura do atual parlamentar ao governo do Estado em 2014. Ambos negam as conversas.
