A segunda e última prestação de contas parcial, disponível a partir desta quinta-feira (6) no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a campanha para prefeito de Campo Grande já movimentou (até o último domingo) R$ 5,342 milhões, em recursos declarados pelos candidatos.
Mais da metade do montante foi movimentada pela campanha do candidato do governo, o deputado Giroto (PMDB). Ele declarou ter recebido doações no valor de R$ 3,565 milhões e ter gastado R$ 3,238 milhões.
Candidatos, partidos e comitês tiveram de apresentar a segunda prestação de contas parcial até o dia 2 de setembro.
Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou receita de R$ 1,342 milhão, incluindo R$ 100 mil de recursos próprios, e despesa no valor de R$ 1,747 milhão.
O candidato do PP, Alcides Bernal, declarou receita de R$ 295.300,00, incluindo R$ 200 mil da direção nacional e R$ 85.300,00 do próprio bolso, e despesas de R$ 227.696,57.
Vander Loubet (PT) disse ter gastado R$ 113.970,90, incluindo R$ 10 mil de recursos próprios. A receita declarada por ele foi de R$ 388 mil.
O vereador Marcelo Bluma (PV) teve receita de R$ 16 mil e despesa de R$ 15.575,79, segundo a declaração.
Suél Ferranti (PSTU) declarou receita R$ 658,59, incluindo R$ 200 de recursos próprios; e despesa, até o momento, de R$ 97,82.
Finalmente, o Professor Sidney (PSOL) não declarou nenhuma movimentação financeira na campanha.
Os relatórios parciais discriminam as doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro recebidas para o financiamento da campanha eleitoral e as despesas feitas.
Pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), somente na apresentação da prestação final das contas de campanha candidatos, partidos e comitês precisam indicar os nomes dos doadores e dos valores doados para as campanhas.
No entanto, as informações que já contenham os nomes e dados dos doadores foram disponibilizadas pelo TSE para atender ao que estabelece a Lei de Acesso à Informação.
Segundo o tribunal, doadores e os fornecedores podem, no curso da campanha, informar à Justiça Eleitoral sobre as doações que fizerem a candidatos, comitês financeiros e partidos.
Apesar de já estar disponível os nomes de alguns doadores, somente após a eleição, na declaração final, será possível ter conhecimento de quem foram os grandes financiadores das campanhas. Tradicionalmente, empreiteiras e grandes empresas costumam fazer as doações mais altas.
