Mato Grosso do Sul foi um dos estados mais impactados pela falta de ações preventivas do governo federal contra desastres ambientais, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Mesmo com a existência da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil desde 2012, o relatório concluiu que as regras não foram aplicadas de forma eficaz para evitar ou reduzir os danos causados pelos incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense.
Os números revelam a dimensão do problema no estado. Somente em 2024, os prejuízos ao agronegócio de Mato Grosso do Sul chegaram a R$ 1,2 bilhão, conforme a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul). Além disso, cerca de 500 propriedades rurais foram atingidas pelo fogo, e aproximadamente 15% do território do Pantanal registrou queimadas ao longo do ano.
A fiscalização identificou que não houve investimentos estruturantes voltados à prevenção da seca e de incêndios no Pantanal. “Não foi identificado nenhum empreendimento de prevenção relacionado à seca no Pantanal”, destacou o relatório, ao recomendar que o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional desenvolva estudos técnicos em articulação com o Cemaden, considerando a intensificação dos eventos climáticos extremos.
O TCU também apontou falhas de coordenação, planejamento e monitoramento das políticas públicas, além da escassez de recursos destinados a Mato Grosso do Sul para ações preventivas. Para corrigir essas deficiências, foram estabelecidos prazos para adoção de medidas que tornem mais efetiva a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e ampliem o mapeamento de riscos nos municípios mais vulneráveis do estado.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

