Durante a abertura da 29ª edição da Showtec, em Maracaju, o ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, afirmou que o agronegócio brasileiro continua demonstrando força, eficiência e capacidade de inovação, mas alertou para a ausência de uma política agrícola federal capaz de oferecer segurança e competitividade ao produtor rural.
Segundo o ex-governador, o setor enfrenta atualmente um cenário de incertezas provocado pelo aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes, além dos reflexos econômicos dos conflitos internacionais e das dificuldades de acesso ao crédito rural.
“Atualmente, o produtor trabalha sob muita pressão. Temos duas guerras acontecendo no mundo, aumento dos custos dos fertilizantes, juros elevados e uma política agrícola que não oferece previsibilidade. O crédito rural continua caro, com juros muitas vezes incompatíveis com a realidade do campo”, destacou.
Reinaldo também criticou a fragilidade dos mecanismos de proteção ao produtor em períodos de quebra de safra e defendeu mudanças no modelo atual do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
“Quando o produtor enfrenta seca, excesso de chuva ou qualquer adversidade climática, muitas vezes o Proagro não consegue cobrir adequadamente os prejuízos. Quem produz alimentos precisa ter segurança para continuar investindo e produzindo”, afirmou.
Ao defender um ambiente mais favorável ao setor produtivo, Reinaldo ressaltou a importância estratégica do agronegócio para a economia brasileira.
“O agro não é apenas um setor econômico. São cerca de 29 milhões de trabalhadores, milhões de famílias que dependem dessa atividade e aproximadamente um terço do PIB brasileiro gerado todos os anos. É um setor que sustenta a economia, gera empregos, produz alimentos e ajuda a equilibrar a balança comercial do país”, pontuou.
Pré-candidato ao Senado, o ex-governador afirmou que pretende levar para Brasília a experiência de quem conhece o setor produtivo e a realidade do campo, defendendo medidas para tornar o agronegócio brasileiro mais forte e competitivo.
“Vou para Brasília para lutar por um agro forte, competitivo e respeitado. Precisamos de uma política agrícola séria, crédito acessível, seguro rural eficiente, infraestrutura logística e segurança jurídica para quem produz. O produtor rural brasileiro já mostrou que faz a sua parte. Agora é o governo federal que precisa fazer a dele”, concluiu.
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