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Supremo Tribunal Federal

Flávio Dino e Cristiano Zanin divergem de Fachin e defendem junção de processos no STF

Ministros acompanharam Gilmar Mendes em questão de ordem que também pede adiamento da análise para 23 de setembro

João Gabriel Vilalba
Capital News

Divulgação/STF

Os ministros Cristiano Zanin (à esquerda) e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Os ministros Cristiano Zanin (à esquerda) e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanharam o colega Gilmar Mendes e defenderam a junção dos processos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que serão analisados no dia 23 de setembro. Os dois divergiram do presidente da Corte, Edson Fachin, que votou pela manutenção dos casos separados.

Dino e Zanin foram favoráveis a uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que pedia, além da junção dos processos, o adiamento da análise para 23 de setembro e um novo sorteio da relatoria.

Entenda a crise no STF

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações envolvendo o Banco Master.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e Mendonça, relator das investigações relacionadas ao caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação "seletiva" dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou as acusações e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a Polícia Federal confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente à ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

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