A briga interna entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), somada às articulações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relacionadas ao cenário político nacional, provocou o adiamento dos planos do Partido Liberal (PL) estadual para anunciar seus pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul.
A expectativa da sigla era divulgar, ainda no início deste mês, o nome que disputará uma das vagas ao Senado entre o deputado federal Marcos Pollon e o ex-deputado estadual Capitão Contar. O anúncio foi inicialmente adiado por 15 dias e, agora, interlocutores do partido avaliam que a definição pode demorar ainda mais.
A direção nacional do PL também aguarda um posicionamento de Jair Bolsonaro sobre as candidaturas prioritárias da legenda nos estados, o que tem impactado diretamente as definições em Mato Grosso do Sul.
No Estado, dirigentes evitam antecipar qualquer decisão. Presidente estadual do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja tem afirmado que a escolha será baseada em pesquisas de opinião encomendadas pelo partido, mas não revela qual dos pré-candidatos aparece em melhor posição nos levantamentos.
Capitão Contar, por sua vez, declarou recentemente que recebeu uma ligação do senador Flávio Bolsonaro informando que seu nome teria sido o escolhido para disputar o Senado. Apesar da declaração, o partido ainda não oficializou qualquer definição.
Crise interna
Nesta semana, o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro relatando um desentendimento com Flávio Bolsonaro ampliou a crise interna no PL e reacendeu especulações sobre possíveis reflexos na condução das articulações eleitorais da legenda.
Michelle tem manifestado apoio público ao nome de Marcos Pollon para a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul, enquanto lideranças ligadas a Flávio Bolsonaro defendem a definição por meio de pesquisas eleitorais.
Confiante no apoio da ex-primeira-dama, Pollon percorre o Estado afirmando que recebeu o respaldo de Jair Bolsonaro. O deputado tem apresentado uma carta escrita pelo ex-presidente, em janeiro, na qual Bolsonaro manifesta apoio ao parlamentar.
Já o grupo político de Capitão Contar mantém a expectativa de que a definição siga o critério estabelecido pela direção nacional da legenda. Segundo integrantes do partido, Jair Bolsonaro teria assumido o compromisso de considerar quatro nomes para a vaga: Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Marcos Pollon e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira.
Nos últimos dias, Gianni Nogueira anunciou que deverá disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, movimento interpretado nos bastidores como um reposicionamento político diante da indefinição sobre a disputa ao Senado.
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