O Senado Federal deve avaliar nos próximos dias o tratado comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia. O texto, construído ao longo de mais de duas décadas de negociações, já avançou em outras instâncias e agora entra na fase decisiva de análise pelos senadores.
A relatoria está com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que sinalizou apoio à proposta, mas indicou a necessidade de atenção a cláusulas recentes incluídas pelos europeus. Segundo ela, ajustes podem ser sugeridos para resguardar setores estratégicos brasileiros, especialmente o agro.
O acordo prevê redução gradual de tarifas e abertura de mercados para bens e serviços, além de compromissos em áreas como sustentabilidade e compras governamentais. Para Mato Grosso do Sul, a expectativa é de ampliação das exportações, já que a União Europeia é um dos principais destinos dos produtos sul-mato-grossenses.
Hoje, grande parte das vendas externas do Estado para o bloco europeu está concentrada no agronegócio. Com a possível entrada em vigor do tratado, empresas locais podem ganhar competitividade e ampliar participação em um mercado de centenas de milhões de consumidores.
• Saiba mais sobre o Acordo Mercosul - União Europeia
Mesmo com o potencial econômico, o acordo enfrenta resistência dentro da própria Europa, onde alguns países temem impactos sobre seus produtores rurais. O debate no Senado brasileiro deve considerar esse cenário internacional antes da decisão final sobre a ratificação.
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