Luciana Nassar/ ALEMS

Eleições da Mesa Diretora da ALEMS devem movimentar a Casa de Leis nos próximos meses
O atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gerson Claro (PP), deve continuar ocupando um cargo de destaque na Mesa Diretora da próxima legislatura. Após dois mandatos consecutivos na presidência, ele não poderá disputar novamente o comando da Casa e avalia a possibilidade de ocupar a primeira-secretaria, segundo cargo mais importante da Mesa.
A composição da nova Mesa Diretora será definida em meio a articulações entre as bancadas que formarão a ALEMS a partir de 2027. Nas eleições de 2026, o PL elegeu nove dos 24 deputados estaduais e terá a maior bancada da Casa. O resultado ampliou o peso do partido nas negociações pela presidência e pelos demais cargos da Mesa.
Entre os deputados do PL que já manifestaram interesse em disputar a presidência estão Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira. Paulo Corrêa já iniciou conversas com outros parlamentares em busca de apoio, enquanto Coronel David defende que a definição seja discutida internamente pelo partido.
Coronel David também tem como argumento o fato de ter aberto mão da disputa pela presidência na eleição anterior para evitar uma disputa interna. A decisão poderá ser considerada nas discussões do partido para a formação da nova Mesa.
Outro nome que aparece nas articulações é o deputado Pedro Caravina (PSDB), reeleito para um segundo mandato. O parlamentar mantém proximidade política com o governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e já ocupou o cargo de secretário de Estado de Governo.
Dentro desse cenário, Gerson Claro busca preservar espaço na direção da Assembleia mesmo deixando a presidência. A primeira-secretaria é atualmente ocupada por Paulo Corrêa, que exerceu a função durante os dois biênios da atual legislatura.
A disputa pelo comando da ALEMS deve envolver negociações entre as bancadas e os grupos políticos ligados ao governador Eduardo Riedel e ao senador eleito Reinaldo Azambuja (PL). O PL terá nove cadeiras e precisará construir alianças para alcançar os votos necessários à eleição da Mesa.
Caso um nome do PL seja escolhido para a presidência, a definição dos demais cargos da Mesa deverá ser negociada entre os partidos. Nesse cenário, a primeira-secretaria também poderá entrar na disputa por espaço entre as bancadas, o que pode dificultar a permanência de Gerson Claro em um dos principais postos do Legislativo estadual.
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