Os problemas recorrentes relacionados à crise financeira da Santa Casa de Campo Grande vêm sendo acompanhados de perto pelo vereador Landmark Rios (PT), que busca dialogar com a instituição para compreender os principais gargalos enfrentados pelo maior hospital filantrópico do Estado.
A Santa Casa informou que opera atualmente com um déficit mensal superior a R$ 13 milhões e corre o risco de enfrentar desabastecimento de medicamentos e materiais cirúrgicos nas próximas semanas, caso não haja uma solução para o financiamento da unidade hospitalar.
Durante coletiva de imprensa, a diretora técnica da Santa Casa, Dra. Patrícia Berg, explicou que o principal problema é o subfinanciamento histórico do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, a tabela de remuneração do SUS não recebe reajuste desde 2010, tornando insuficientes os recursos destinados aos hospitais filantrópicos.
A direção da instituição informou ainda que três ações judiciais movidas contra a União, o Estado e o Município cobram mais de R$ 757 milhões em valores que deixaram de ser repassados à Santa Casa, referentes ao reequilíbrio contratual, atualização monetária e recursos destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19.
Responsável por mais de 50% dos atendimentos de alta complexidade em Mato Grosso do Sul e por mais de 60% da alta complexidade realizada em Campo Grande, a Santa Casa alerta que, sem a recomposição financeira, poderá restringir cirurgias, reduzir atendimentos e priorizar apenas casos de urgência e emergência. O pronto-socorro também opera acima da capacidade, com cerca de 100 pacientes aguardando internação.
Para o vereador Landmark Rios, a situação evidencia a necessidade de fortalecer o SUS e garantir financiamento adequado para a saúde pública.
"A Santa Casa é essencial para milhares de sul-mato-grossenses. Não podemos tratar como normal um hospital que salva vidas funcionar sob ameaça constante de falta de medicamentos e materiais. Defender o SUS é defender o direito da população ao atendimento de qualidade", afirmou o parlamentar.
Atuação do mandato em defesa da saúde pública
O mandato do vereador Landmark Rios mantém atuação constante em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e do fortalecimento da saúde pública em Campo Grande. Além de acompanhar de perto a situação da Santa Casa, o vereador tem se posicionado contrariamente a qualquer tentativa de privatização do SUS, defendendo que a saúde é um direito da população e deve permanecer pública, universal e gratuita.
O parlamentar também tem cobrado mais investimentos para a rede pública, maior transparência na aplicação dos recursos e fiscalização dos contratos da saúde, além de defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde para investigar a gestão do sistema municipal.
Ao longo do mandato, Landmark realiza visitas e fiscalizações em unidades de saúde, dialoga com profissionais e usuários do SUS e cobra providências do poder público para garantir melhores condições de atendimento, valorização dos trabalhadores e acesso digno aos serviços de saúde.
O vereador afirmou que continuará acompanhando a situação da Santa Casa e cobrando providências dos governos e dos órgãos responsáveis para evitar que a crise comprometa ainda mais o atendimento à população.
"O nosso compromisso é seguir fiscalizando os desdobramentos desse caso e defendendo medidas que garantam o fortalecimento do SUS e a manutenção de um atendimento público, gratuito e de qualidade para todos", concluiu.
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