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Legislativo Sexta-feira, 24 de Abril de 2026, 17:58 - A | A

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ALEMS

Deputados pedem união no combate à chikungunya em Dourados

Epidemia pressiona rede de saúde e motivou pedido de calamidade pública na ALEMS

João Gabriel Vilalba
Capital News

Após o município de Dourados entrar em alerta por conta da epidemia de Chikungunya — situação que levou ao pedido de declaração de calamidade pública e a apelos na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul — deputados estaduais defenderam maior união de esforços no enfrentamento da doença.

Segundo o deputado Zé Teixeira, o foco inicial da doença ocorreu em uma aldeia indígena com cerca de 14 mil habitantes e que enfrenta problemas como a falta de coleta de lixo.

“Como esse número de pessoas vive em uma área pequena, produz lixo e não há coleta? Conversei com o prefeito Marçal Filho na semana passada e a situação é difícil. Estão adiando consultas de câncer para atender casos de chikungunya. Também falei com o senador Nelsinho Trad, que reforçou o pedido de atuação da Força Nacional diante do avanço da doença, que já saiu da reserva e atinge toda a cidade. Há R$ 7 milhões empenhados aguardando liberação”, afirmou.

Além de investimentos em tecnologia na área da saúde, a articulação com a bancada federal também resultou na viabilização de 45 mil doses de vacina contra a chikungunya, ainda em fase de testes.

“Os deputados de Dourados estão preocupados, porque já ultrapassamos 100% da ocupação de leitos. Precisamos agir antes da internação ou vamos perder vidas. Se antes já eram necessários R$ 1,5 milhão, agora a situação pode levar a saúde do município ao colapso. Precisamos de ação conjunta”, acrescentou.

A deputada Gleice Jane também destacou a gravidade do cenário e pediu o envolvimento da população.

“Estamos vendo pessoas que levam semanas ou até anos para se recuperar, o que impacta diretamente na capacidade de trabalho. Sem uma resposta rápida, podemos ter uma população adoecida, afetando comércio, indústria e até o INSS. Há previsão de mais dois meses de alta contaminação. Estamos reforçando a conscientização nas casas e escolas”, disse.

O presidente da ALEMS, Gerson Claro, ressaltou que Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de cobertura vacinal, segundo o Ministério da Saúde.

“É importante registrar esse avanço”, afirmou.

Gleice Jane acrescentou que, por meio do Governo Federal, estão sendo liberados R$ 2,3 milhões via Defesa Civil, além de R$ 1,3 milhão do Ministério do Desenvolvimento Social para auxílio com cestas básicas e distribuição de repelentes.

Também com base em Dourados, a deputada Lia Nogueira reforçou a necessidade de atuação conjunta.

“É uma responsabilidade que a classe política precisa assumir. A epidemia está concentrada em Dourados, com problemas históricos como falta de água nas aldeias, hospital colapsado e população indígena em situação de vulnerabilidade. O Hospital Regional, que não atende portas abertas, passou a receber emergências por determinação do Governo do Estado. A situação é grave, e o decreto pode ajudar a dar suporte”, concluiu.

A votação do pedido de calamidade pública pode ser acompanhada durante sessão ao vivo da Assembleia Legislativa.

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