A vida noturna em cidades de Mato Grosso do Sul vem ganhando espaço nos últimos meses. Diante do crescimento de eventos, o deputado estadual João Henrique (NOVO) defendeu a necessidade de discutir políticas públicas voltadas aos setores de eventos, cultura e entretenimento, apontando entraves legais, falta de infraestrutura e dificuldades enfrentadas por produtores e empresários.
Segundo o parlamentar, há uma demanda reprimida por parte da população, que busca mais opções de lazer e grandes eventos no Estado.
“Precisamos colocar no plano de governo a questão da vida noturna. Existe um público que quer sair, consumir cultura e entretenimento, mas encontra obstáculos”, afirmou.
Durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado criticou o que considera excesso de burocracia e regras que dificultam o funcionamento de bares, restaurantes e eventos, como a legislação relacionada à chamada “Lei do Silêncio”. Ele também mencionou entraves para obtenção de alvarás e limitações para apresentações musicais em ambientes externos.
O parlamentar citou ainda problemas estruturais enfrentados em grandes eventos recentes, como o show da banda Guns N' Roses, realizado no Autódromo Internacional de Campo Grande, que reuniu cerca de 30 mil pessoas, mas registrou falhas de logística e acesso.
Outro exemplo mencionado foi o evento “Cê Tá Doido”, realizado na região do aeroporto da Capital, que, segundo ele, evidenciou tanto o interesse popular quanto desafios de mobilidade e organização.
Potencial artístico e econômico
Ao destacar talentos sul-mato-grossenses, o deputado citou artistas como Luan Santana e Michel Teló, além de nomes regionais em ascensão. Para ele, o Estado precisa criar condições para fortalecer a cadeia produtiva da cultura e dos eventos.
João Henrique também mencionou o impacto econômico indireto gerado por grandes atrações, incluindo o aumento na demanda por serviços como transporte aéreo privado durante eventos recentes.
O tema gerou debate entre os parlamentares. O presidente da ALEMS, Gerson Claro (PP), sugeriu que espaços como o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, conhecido como Morenão, possam ser estruturados para receber grandes shows no futuro.
Já o deputado Pedrossian Neto (Republicanos) defendeu a retomada do uso do estádio como equipamento público estratégico para eventos de grande porte, destacando a importância de planejamento técnico e gestão adequada.
Por outro lado, o deputado Lidio Lopes (Avante) ressaltou a necessidade de cumprimento rigoroso das normas de segurança. Ele citou falhas na organização de eventos recentes, como ausência de licenças e problemas na comunicação com órgãos responsáveis, alertando para riscos à população.
Caminhos para o setor
Em resposta, João Henrique reconheceu a importância das regras, mas defendeu equilíbrio entre fiscalização e incentivo ao setor. Para ele, é necessário criar zonas específicas para eventos, investir em infraestrutura e melhorar a articulação entre Estado, municípios e órgãos reguladores.
“O Mato Grosso do Sul precisa avançar nesse debate. Temos potencial, público e artistas. O que falta é organização e condições para que a vida noturna e os grandes eventos aconteçam com qualidade e segurança”, concluiu.
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