O engenheiro Rudi Fiorese foi exonerado do cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos após ser preso nesta terça-feira (12) durante a Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção.
A exoneração havia sido antecipada ainda na terça-feira pela assessoria do Governo do Estado e foi oficializada na manhã desta quarta-feira (13), em publicação no Diário Oficial do Estado.
O ato foi assinado pelo governador Eduardo Riedel após a prisão de Rudi Fiorese, que passará por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira.
Rudi assumiu a presidência da Agesul em fevereiro deste ano, mas já integrava a estrutura da agência desde 2023, quando ocupava o cargo de diretor-executivo.
Antes disso, o engenheiro comandou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos entre 2016 e 2023, durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad. Posteriormente, foi exonerado pela prefeita Adriane Lopes.
Além de Rudi Fiorese, outras seis pessoas foram presas durante a Operação “Buraco Sem Fim”. O ex-secretário já era investigado anteriormente na Operação Cascalhos de Areia.
Segundo o Ministério Público, a investigação identificou a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos de manutenção de vias públicas por meio da manipulação de medições e realização de pagamentos indevidos.
Os promotores apontam que houve pagamentos públicos incompatíveis com os serviços efetivamente executados, permitindo suposto desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e prejuízos à qualidade das vias públicas municipais.
Levantamento da investigação indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada firmou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões.
Dinheiro apreendido
Durante o cumprimento dos mandados, investigadores localizaram cerca de R$ 186 mil em dinheiro vivo na residência de Rudi Fiorese. Em outro imóvel ligado a um servidor investigado, foram apreendidos mais R$ 233 mil em espécie, totalizando ao menos R$ 429 mil encontrados pela operação.
A ação foi coordenada pelo Gecoc, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, da Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão em Campo Grande.
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