A Prefeitura de Corumbá sancionou a lei que declara de Utilidade Pública Municipal a Associação Comunitária Mãos que Abraçam, entidade sem fins lucrativos que desenvolve ações voltadas ao acolhimento, inclusão, assistência, suporte terapêutico e fortalecimento de famílias atípicas no município.
A proposta, de autoria do vereador Jovan Temeljkovitch, reconhece a relevância social da instituição, que atua no atendimento de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), síndrome de Down, dislexia e outras condições correlatas, além de prestar apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social.
A associação também desenvolve atividades educacionais, sociais, culturais e terapêuticas, promovendo campanhas de conscientização, ações de capacitação, acolhimento familiar e inclusão social. O reconhecimento como entidade de utilidade pública também amplia as possibilidades de firmar parcerias com órgãos públicos e instituições privadas para a execução de projetos comunitários.
Atualmente, a entidade presta assistência a aproximadamente 300 famílias atípicas, oferecendo atendimentos voluntários nas áreas de psicologia, psicopedagogia, neuropsicopedagogia, psicomotricidade, orientação educacional, apoio terapêutico e inclusão social, reforçando sua atuação de relevante interesse público em Corumbá.
A associação também mantém ações voltadas à promoção da saúde e da assistência social, contando com profissionais voluntários e projetos de apoio multidisciplinar que fortalecem seu papel comunitário.
Trabalho reconhecido
Uma das idealizadoras da Associação Comunitária Mãos que Abraçam, Maria Alciana Morais acompanhou de perto todo o processo que resultou no reconhecimento da entidade como de Utilidade Pública Municipal.
Recentemente, acompanhada por integrantes da equipe responsável pelos trabalhos, ela participou de sessão na Câmara Municipal, a convite do vereador Jovan Temeljkovitch, quando apresentou aos parlamentares as ações desenvolvidas pela associação e destacou a importância de dar voz às famílias atípicas.
Emocionada, Maria Alciana ressaltou que a inclusão vai além dos discursos.
"A inclusão não é apenas uma palavra bonita escrita em projetos ou discursos. Inclusão é compromisso, é responsabilidade, é olhar para o outro com humanidade, dignidade e respeito. É compreender que por trás de cada diagnóstico existe uma criança, uma mãe, uma família inteira lutando diariamente para sobreviver emocionalmente, financeiramente e socialmente", afirmou.
Ela também destacou que a realidade das famílias atípicas ultrapassa os desafios relacionados às terapias, aos laudos médicos e aos atendimentos especializados.
"Existe uma dor silenciosa que muitas vezes ninguém vê. Existe o cansaço de mães que enfrentam noites sem dormir, preconceito, abandono, dificuldades financeiras e a solidão de carregar sozinhas uma luta que deveria ser coletiva", declarou.
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