O Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu a situação de emergência em Campo Grande após o temporal que atingiu a cidade no dia 10 de setembro, derrubando árvores e postes, além de danificar telhados e deixar milhares de pessoas sem energia elétrica por vários dias.
De acordo com decreto publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (16), o governador Eduardo Riedel (PP) reconheceu o severo evento meteorológico caracterizado por tempestade local/convectiva, acompanhada de fortes rajadas de vento, que atingiu diversas regiões de Campo Grande.
A tempestade provocou expressivos danos materiais, ambientais, econômicos e sociais, atingindo imóveis públicos e particulares, a infraestrutura urbana e as vias públicas do município.
Em parecer técnico, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil relatou a ocorrência do desastre no município e se manifestou favoravelmente ao reconhecimento da situação de emergência, com base nos dados constantes no Sistema Integrado de Informações de Desastres Naturais.
Ações de resposta
Com o reconhecimento da situação de emergência, a Prefeitura de Campo Grande poderá, pelo prazo de 180 dias, convocar voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e realizar campanhas de arrecadação de recursos junto à comunidade. As medidas terão como objetivo facilitar as ações de assistência à população afetada, sob a coordenação da Defesa Civil Estadual.
O decreto também autoriza a Prefeitura a mobilizar órgãos estaduais para atuarem, sob a coordenação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução das áreas atingidas.
Dispensa de licitação
O decreto também prevê a possibilidade de dispensa de licitação nos casos de emergência ou calamidade pública, quando houver urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares.
A medida deve ser utilizada apenas para a aquisição dos bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 363 dias, contado da data de ocorrência da emergência ou calamidade.
O decreto ainda estabelece que os contratos não poderão ser prorrogados e que fica vedada a contratação de empresa que já tenha sido contratada para a execução das obras e serviços relacionados à situação emergencial.
• Leia também:
União reconhece situação de emergência em Campo Grande após temporal
Campo Grande acelera recuperação após temporal com dispensa de licitação
Prefeitura de Campo Grande decreta emergência após tempestade causar estragos na Capital
Prefeitura de Campo Grande firma acordo com Iphan para restaurar Galpão Ferroviário
Temporal causa estragos, falta de energia, interdições e suspensão de aulas em Campo Grande
Prefeitura avalia decretar calamidade após temporal em Campo Grande
Eduardo Riedel coloca Defesa Civil à disposição após tempestade em Campo Grande
Vídeos mostram rastro de destruição após temporal em Campo Grande
Temporal atinge Campo Grande e Prefeitura mantém plantão para atender a população
Temporal deixa rastro de destruição em Campo Grande; vídeos mostram estragos
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

