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Vale da Celulose

Governo autoriza circulação experimental de hexatrens da Suzano em estradas rurais de Mato Grosso do Sul

Veículos poderão operar por um ano em vias não pavimentadas de Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas para transporte de madeira até a fábrica de celulose

Elaine Oliveira
Capital News

Bruno Rezende/Secom-MS

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O governo federal autorizou, em caráter experimental e temporário, a circulação dos chamados hexatrens em vias rurais não pavimentadas de Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas. A medida beneficia a Suzano e foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.

A autorização foi assinada pelo secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, e terá validade de um ano. Segundo o governo, o objetivo é reunir subsídios técnicos e operacionais para avaliar a inovação veicular e subsidiar futuros estudos sobre a regulamentação desse tipo de composição.

Os hexatrens são conjuntos de carga formados por um caminhão-trator e seis semirreboques. Na operação da fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, eles serão utilizados para transportar madeira das áreas de reflorestamento até a unidade industrial.

A circulação será permitida nos dois sentidos das seguintes rodovias estaduais não pavimentadas:

• MS-357, em Ribas do Rio Pardo;
• MS-338, em Ribas do Rio Pardo;
• MS-456, em Ribas do Rio Pardo;
• MS-340, em Ribas do Rio Pardo;
• MS-459, em Três Lagoas.

Os veículos poderão trafegar vazios em direção às áreas florestais e retornar carregados com madeira para a fábrica.

A portaria determina que os hexatrens não poderão circular em vias pavimentadas nem trafegar em comboio. Para reforçar a segurança, cada composição deverá manter distância mínima de 300 metros da seguinte.

Durante o período de testes, os veículos deverão ser conduzidos apenas por técnicos, engenheiros da Suzano ou pessoas autorizadas pela empresa, que poderão ser identificadas pelas autoridades.

A Suzano também terá de apresentar à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), em até 30 dias, um estudo técnico sobre as condições estruturais e geométricas das rotas autorizadas, incluindo pontes e demais obras de arte, para comprovar a compatibilidade da infraestrutura com a circulação dos hexatrens.

A empresa será responsável por adotar medidas para minimizar impactos à malha viária e responderá por eventuais danos causados durante a operação experimental.

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