Sete investigadores da Polícia Civil presos na quinta-feira (24), durante a Operação Infiltrados, foram afastados compulsoriamente pela Corregedoria da instituição. As portarias foram publicadas nesta sexta-feira (25) e também determinam o afastamento do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa.
Foram afastados os investigadores Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Nilton César Sales dos Santos, Neverson Vieira de Araújo, Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Roberto Palmeira da Silva e Marcos André Santos Chaves.
Conforme as decisões da Corregedoria, os servidores permanecerão afastados durante o período em que estiverem presos. Também foi determinado o recolhimento das armas, carteiras funcionais e demais bens públicos destinados aos policiais.
As medidas incluem ainda a suspensão de senhas e logins de acesso aos bancos de dados da Polícia Civil, ao sistema Sigo e ao Infoseg. As férias dos servidores também foram suspensas, caso a providência ainda não tivesse sido adotada.
As portarias foram assinadas pelo delegado de Polícia e corregedor-geral da Polícia Civil, Clever José Fante Esteves.
Operação Infiltrados
As investigações que resultaram nas prisões começaram em outubro de 2025, a partir das operações Traquetos e Blindspot. Segundo as apurações, as ações identificaram a participação de policiais em um esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.
Durante a operação de quinta-feira, equipes do Gaeco estiveram na residência do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa para cumprir um mandado de prisão. Ele, porém, havia saído de casa e não foi localizado naquele momento.
A defesa afirmou que o delegado não tinha conhecimento de que era investigado e que havia deixado a residência para resolver uma situação pessoal.
“Não estava foragido; ele não tinha nenhum conhecimento sobre a operação, que coincidiu com ele ter saído de casa mais cedo hoje. Se tivesse vazado alguma informação, ele não teria saído de casa da forma que ele saiu”, afirmou a defesa.
A Operação Infiltrados cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Em nota, a Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) informou que os servidores envolvidos já eram investigados pelas respectivas Corregedorias.
“A operação envolve servidores das forças de segurança pública que já eram investigados pelas respectivas Corregedorias, sendo que três deles já haviam sido presos anteriormente e um, inclusive, exonerado recentemente”, afirmou a secretaria.
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