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Polícia Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026, 13:09 - A | A

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Operação Pecus Exploratio

Polícia Federal mira grilagem e incêndio de R$ 140 milhões no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Operação cumpre mandados em Campo Grande, Corumbá e Rio de Janeiro e bloqueia quase R$ 6 milhões de investigados

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação/PF

Operação cumpre mandados em Campo Grande, Corumbá e Rio de Janeiro e bloqueia quase R$ 6 milhões de investigados

Operação cumpre mandados em Campo Grande, Corumbá e Rio de Janeiro e bloqueia quase R$ 6 milhões de investigados

Um incêndio que atingiu mais de 4 mil hectares de uma propriedade no Pantanal e provocou dano ambiental estimado em aproximadamente R$ 140 milhões está no centro de uma investigação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (24). A Operação Pecus Exploratio apura suspeitas de queimadas criminosas, ocupação irregular de terras pertencentes à União e falsificação de documentos públicos em Mato Grosso do Sul.

A ofensiva levou policiais federais a Campo Grande, Corumbá e Rio de Janeiro, onde são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Dois alvos estão na Capital sul-mato-grossense, outros dois em Corumbá e um no Rio. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Corumbá e buscam reunir novas provas sobre a atuação dos investigados e a eventual participação de outras pessoas no esquema.

As apurações começaram em 2024, quando diligências realizadas durante o período de queimadas identificaram a propagação do fogo em áreas do Pantanal. A partir daí, a PF aprofundou a análise sobre a propriedade atingida e passou a investigar se o incêndio teria relação com a utilização irregular da área e com possíveis tentativas de consolidar a ocupação de terras públicas por meio de documentos falsificados.

Além das buscas, a Justiça determinou medidas para impedir a movimentação de patrimônio durante o avanço das investigações. O gado existente na fazenda investigada foi colocado em indisponibilidade, enquanto valores mantidos em contas bancárias dos alvos foram sequestrados até o limite de quase R$ 6 milhões. As medidas patrimoniais têm caráter cautelar e não representam condenação dos investigados.

Durante a operação, foram apreendidos documentos e aparelhos celulares, que passarão por perícia. O material será utilizado para reconstruir as relações entre os envolvidos, verificar a origem dos documentos relacionados às terras e esclarecer como ocorreu a ocupação e exploração da área atingida pelo fogo. A investigação permanece em andamento para definir a responsabilidade de cada alvo pelos crimes apurados.

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