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Polícia Sábado, 02 de Maio de 2026, 16:50 - A | A

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Transferência

Mãe de criança morta será transferida para presídio no interior

Mulher deixa unidade em Campo Grande após autorização para participar do velório do filho

Elaine Oliveira
Capital News

A mãe de Kalebe Josué da Silva, de 1 ano e oito meses, será transferida para o presídio de São Gabriel do Oeste após participar do velório da criança. A mulher está atualmente custodiada no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, em Campo Grande.

A autorização para que ela comparecesse à despedida do filho foi concedida antes da definição da transferência. Após o velório, a mulher deverá ser encaminhada para a unidade prisional no interior do Estado.

Entenda o caso

A mãe do pequeno Kalebe Josué da Silva, de 1 ano, negou à polícia qualquer envolvimento em maus-tratos ou abuso contra o filho, que morreu após dar entrada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande.

A mulher, de 31 anos, e o companheiro foram presos na manhã de terça-feira (28). O bebê morreu na madrugada desta quinta-feira (30), após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Durante interrogatório na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a mãe afirmou que nunca presenciou agressões do companheiro contra a criança e disse não ter percebido sinais de abuso sexual. “Nenhum, nenhum”, declarou ao ser questionada sobre possíveis indícios.

Segundo o depoimento, o bebê ficava sob os cuidados do padrasto de segunda a sábado, das 7h às 15h40, enquanto a mãe trabalhava. A mulher também levantou a hipótese de que um problema de saúde poderia ter sido causado pelo consumo de leite caipira, após o filho sofrer uma broncoaspiração antes de ser socorrido.

Ela relatou ter notado apenas hematomas na testa e nas costas da criança, informados pelo companheiro, que alegou que o menino havia caído e batido a cabeça dias antes. A mãe disse ainda que não viu outros ferimentos, pois o padrasto teria dado banho e trocado o bebê no dia em que os sinais foram observados. “Não cheguei a ver não”, afirmou.

De acordo com a equipe médica, a criança apresentava diversos hematomas pelo corpo e lesões na região íntima. A perícia também identificou vestígios de sangue na cama do casal e na coberta do bebê, o que reforçou a suspeita de possível violência sexual.

O padrasto relatou que acionou o Samu e iniciou manobras de reanimação orientadas por telefone. Ele também afirmou que o bebê teria sofrido uma queda no banheiro dias antes, sem ter sido levado ao hospital na ocasião.

Durante a apuração, a polícia encontrou substância análoga à maconha na residência. A mãe disse que apenas o companheiro faz uso de drogas, enquanto o homem afirmou ter consumido entorpecentes com ela na noite anterior.

Diante dos indícios, o caso foi registrado e segue sob investigação da Polícia Civil.

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