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Operação Iscariotes

Investigador da Polícia Civil é demitido após prisão em operação contra contrabando

Servidor foi alvo da Operação Iscariotes, que apurou esquema de contrabando de eletrônicos com participação de policiais em Mato Grosso do Sul

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/Polícia Federal

Operação Iscariotes apurou esquema de contrabando de eletrônicos com participação de policiais em Mato Grosso do Sul

Operação Iscariotes apurou esquema de contrabando de eletrônicos com participação de policiais em Mato Grosso do Sul

O investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Edivaldo Quevedo da Fonseca, foi demitido da corporação após responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A decisão foi publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial Eletrônico (DOE).

Edivaldo foi preso em março de 2026 durante a Operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal do Brasil (RFB), que investigou uma organização criminosa suspeita de recrutar policiais para atuar em um esquema de contrabando de produtos eletrônicos. A operação teve como principal foco o Centro Comercial Popular Marcelo Barbosa da Fonseca, conhecido como Camelódromo de Campo Grande.

O PAD, instaurado em 2025, ainda durante as investigações da Polícia Federal e antes da prisão do servidor, concluiu que o investigador infringiu dispositivos da Lei Orgânica da Polícia Civil.

Entre as irregularidades apontadas estão o uso do cargo para obtenção de vantagem pessoal ou em benefício de terceiros, utilização de recursos públicos para fins particulares e prática de atos de improbidade administrativa.

• Saiba mais sobre a Operação Iscariotes

A comissão responsável também entendeu que o policial descumpriu deveres funcionais, como agir com lealdade à instituição, desempenhar as funções com zelo e eficiência, preservar o patrimônio público, manter o sigilo funcional e adotar conduta compatível com a dignidade da atividade policial.

A demissão foi oficializada por meio de portaria assinada pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira.

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