As emissões brasileiras de gases de efeito estufa aumentaram 62% em 15 anos, passando de 1,36 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões, de acordo com dados preliminares do segundo inventário brasileiro de carbono, divulgados nesta quarta-feira (25). Os números , analisados entre 1990 e 2005, foram apresentados à Comissão do Meio Ambiente do Senado pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.
No próximo mês, o país irá levar novas metas à conferencia de Copenhague, como reduzir em até 39%, o crescimento projetado de suas emissões até 2020. Segundo projeções do governo, se a meta for alcançada, em 2020, o Brasil emitirá cerca de 1,65 bilhão de toneladas de gases-estufa, 25% a menos que em 2005.
O setor que mais emitiu dióxido de carbono (CO2) no Brasil nos últimos 15 anos, segundo as estimativas preliminares do MCT, foi o de mudança no uso da terra e florestas, que inclui o desmatamento na Amazônia e nos outros biomas (Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampas). Passou de 746 milhões de toneladas em 1990 para 1,26 bilhão em 2005 - aumento de 70%. Já o setor de energia cresceu 68% em emissões, e o da agricultura, 41%.
O Brasil tem até 31 de março de 2011 para entregar a versão final do inventário à Convenção do Clima da ONU. As críticas ao fato do único inventário disponível ser antigo, fez com que o MCT produzisse esse relatório preliminar, antes de Copenhague. (com informações do Estadão)
Por: Nadia Nadalon-estagiária (www.capitalnews.com.br)

