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Interior Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008, 13:01 - A | A

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008, 13h:01 - A | A

MMX só volta a operar depois da crise

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

A produção da usina siderúrgica da MMX em Corumbá vai ser retomada logo que a economia mundial se recupere da crise que começou nos Estados Unidos e se espalhou por todos os continentes, derrubando o preço das commodities e reduzindo a quase zero o comércio internacional de minério bruto e industrializado. A garantia foi dada nesta final de semana pelo dono da empresa, Eike Batista, ao senador Delcídio do Amaral (PT/MS), em reunião realizada no Rio de Janeiro.

“Assim que soube da decisão da MMX de paralisar temporariamente a produção de ferro gusa procurei o Eike. Afinal de contas, a empresa gera milhares de empregos diretos e indiretos em Corumbá, movimenta a economia da cidade, faz um belo trabalho na área social e tem uma participação importante no volume de impostos recolhidos ao estado e ao município. Lutamos muito para que ela fosse para a nossa região e faremos tudo no sentido de garantir a continuidade de suas atividades”, afirmou o senador, que foi ao Rio de Janeiro participar da audiência pública promovida pela Comissão de Orçamento do Congresso na Assembléia Legislativa.

Delcídio acredita que a situação é temporária e vai ser normalizada em breve. “O Eike me disse que o mundo inteiro parou de comprar. Ele está com 40 mil toneladas de ferro gusa estocadas em Corumbá e mais 40 mil toneladas na Argentina. Nenhuma empresa vai produzir enquanto o mercado não se normalizar. E a situação não é exclusiva de Corumbá. Ela é geral e atinge todas as mineradoras do mundo. Em um momento de crise como o que mundo vive hoje toda empresa responsável age desta maneira. Põe o pé no freio para reorganizar a casa e depois, com a reaquecimento da economia, reinicia a produção”, ponderou .

Batista prometeu ao senador manter todos os funcionários da empresa por, pelo menos, seis meses. “A princípio, ninguém será demitido. A idéia é dar férias coletivas e utilizar boa parte dos funcionários em serviços de manutenção e ajuste de equipamentos, fundamentais para que a siderúrgica retome suas atividades sem prejudicar os níveis de produtividade”, revelou.

Sobre as alternativas para direcionar a produção, Delcídio afirmou que o dono da MMX adiantou que "a empresa já recebeu autorização para produzir vergalhões em Corumbá. Isso é importante porque o governo federal pretende dar continuidade aos grandes projetos de infra-estrutura, como as hidrelétricas previstas para o Rio Madeira. São obras enormes que vão exigir muito material. Quem sabe não temos aí um novo mercado para a siderúrgica ? E o que é melhor. Na medida em que produz vergalhão você agrega mais valor ao minério de ferro. E agregando mais valor aumenta o volume de impostos recolhidos ao estado e ao município”, argumentou.

 

 

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