Funcionários da Fazenda Furna, na BR-267 região de Nova Andradina, acusam integrantes do MST (Movimento Sem Terra), acampados em frente às fazendas Córrego Fundo e Furna, de atearem fogo na porteira de entrada da Fazenda Furna, durante o fim de semana. Os Sem Terra estão acampados às margens das propriedades desde final de julho do ano passado. A situação, segundo os trabalhadores da propriedade, se agravou no inicio de dezembro de 2013, quando os funcionários das duas fazendas começaram a ser ameaçados pelo grupo.
De acordo com a administração das propriedades, os seguranças viram quando duas pessoas em uma motocicleta se aproximaram e atearam fogo em um monte de pneus velhos e fugiram. Além da porteira, a cerca também foi danificada. O fato foi registrado na delegacia de Polícia Civil do município por meio de boletim de ocorrência.
A estimativa é que haja 400 barracos montados em frente à Fazenda Furna e mais de 40 na entrada da Fazenda Córrego Fundo. O advogado das propriedades, Antônio Carlos Nascimento, afirma que os funcionários estão apavorados e com medo do que pode acontecer nos próximos dias. “Existe a preocupação dos funcionários com o que pode acontecer a eles e suas famílias. Eles estão aterrorizados”, explicou o advogado.
O advogado das fazendas entrou na Justiça Federal de Dourados, com uma ação declaratória de produtividade e aguarda a perícia judicial para comprovar que a propriedade está de acordo com os índices exigidos pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Enquanto não é realizada a perícia, o processo de vistoria do Incra está suspenso. As duas propriedades atuam na área de pecuária de corte e a Furnas ainda possui plantação de Eucalipto.
De acordo com a assessoria jurídica das propriedades, atualmente as ameaças são frequentes e evoluíram para a invasão do imóvel e corte de árvores para a construção dos barracos e outras exigências. “O MST têm entrado nas fazendas. Eles deixam as porteiras abertas para misturar o gado, colocam troncos e cavam valetas nas estradas internas para impedir a passagem. Chegaram a fazer exigências absurdas, como por exemplo, pedir três bois gordos no Natal e 20 litros de óleo diesel todo dia”, comenta o advogado.
