Segunda-feira, 21 de Julho de 2008, 14h:27 -
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Em Três Lagoas indústrias começam operação em um mês
Da Redação - (DA)
Em trinta dias, Três Lagoas passará a contar com mais uma indústria. O grupo empresarial que atua por meio das divisões Nasha e Feral (essa específica para área metalúrgica) prevê ativar nesse prazo uma fábrica de produtos trefilados de aço, bastante utilizados na construção civil e em indústrias como a automobilística e de produtos chamados de linha branca.
O material serve como matéria-prima para fabricação de grades de geladeira ou estrutura de banco de automóveis, por exemplo, explica o empresário Eduardo Sampaio Ramos.
Os empreendimentos do grupo em Três Lagoas foram temas de reunião com o governador André Puccinelli e a prefeita Simone Tebet, hoje (21), em Campo Grande. Outra fábrica já entrando em fase de operação é a que vai produzir lã de aço.
“Estamos terminando já processos de licença para começar a produzir e comercializar”, diz Ramos. Em torno de R$ 15 milhões estão sendo investidos nos dois negócios, com previsão de gerar cerca de 300 empregos diretos, num prazo de até dois anos, dependendo do ritmo de crescimento.
Com um campo abrangente de atuação industrial, o grupo vai produzir também em Três Lagoas produtos de beleza. Segundo Ramos, ainda neste ano começa a construção das fábricas para itens como xampu, maquiagem e perfumaria.
A prefeita Simone Tebet vê nesse segmento a grande vantagem de empregar mão-de-obra feminina, e com faixa etária acima da tradicional exigência por trabalhadoras mais jovens.
Atraído pelo apoio municipal e pelos incentivos do programa de desenvolvimento industrial do governo do Estado, o empresário defendeu a concessão de incentivos fiscais em Estados como o Mato Grosso do Sul. “Os incentivos são uma forma de equalizar as condições entre os Estados”, ressaltou. “Não há como uma empresa sair de São Paulo, do Rio de Janeiro, sem incentivos”, defendeu, contrariando argumentos da proposta de reforma tributária do governo federal.
Na visão do grupo que ele representa, é preciso mapear as diferentes condições de cada região do Brasil e oferecer oportunidade de interiorizar o crescimento, inclusive com concessão de incentivos federais. O encontro que tratou do andamento das novas empresas da Nasha e Feral em Mato Grosso do Sul contou ainda com as participações da secretária de Produção, Indústria, Comércio e Turismo, Tereza Cristina Correa da Costa Dias e do secretário-adjunto da Fazenda, Gilberto Cavalcante. (Com Assessoria)