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Interior Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010, 13:34 - A | A

Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010, 13h:34 - A | A

Em Corumbá, 320 imóveis estão em situação de risco

Marcelo Eduardo - Capital News

A Defesa Civil de Corumbá (distante 417 quilômetro a noroeste da Capital) identificou 320 imóveis em situação considerada de risco por conta das fortes chuvas que caem pela cidade desde o fim de semana. Treze casas já foram desocupadas.

Corumbá é uma cidade de muitos morros e as residências mais afetadas ficam em encostas.

De acordo com a Defesa Civil, os bairros Beira Rio, Borrowiski, Cervejaria e Generoso, são os que apresentam mais perigos de deslizamentos. Porém, o tipo de solo presente nestes locais evitam acidentes mais graves, afirma o órgão.

“O solo é formado por uma estrutura de calcário dolomítico e rochas, diferente do encontrado em Campo Grande e Dourados, onde o risco é bem maior. Apesar das chuvas constantes são reduzidos os casos de deslizamentos em encostas de Corumbá”, disse o chefe da Defesa Civil, Isaque Nascimento, ao site Diário Online.

Durante a chuva da madrugada de segunda-feira (11), partes de concreto que cederam de uma casa localizada no bairro Cervejaria, deslizaram. Após os atendimentos emergenciais, o órgão chamou a Defesa Civil para avaliar o local. Foi visto que é de risco.

O lixo acumulado nos morros, segundo matéria do Diário Online, também gera transtornos durante o período chuvoso. Um dos locais fica na continuação da Avenida General Rondon, no Bairro Arthur Marinho. “Este local era plano, mas devido à chuva de fevereiro de 1992, quando parte da cidade foi tomada pela enxurrada, o terreno cedeu e agora é deposito de sujeira. Quando chove, tudo é levado para dentro das casas”, disse ao jornal local o operador de máquinas pesadas, Carlos Roberto de Pinho, que mora ao lado do terreno.

Quem precisar de mais informações ou auxílio, entre em contato com o número da Defesa Civil de Corumbá, pelo telefone de número 199.

A Prefeitura de Corumbá formulou um projeto que prevê a remoção de parte da população atingida. Os gastos estão orçados em US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 18,3 milhões); sendo US$ 5,4 milhões (R$ 9,4 milhões) para reassentamento e US$ 5,1 milhões (R$ 8,9 milhões) para infraestrutura urbana. O prazo de execução, caso a verba seja liberada, é de cinco anos.

Já aprovado pela equipe técnica do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). Haveria até autorização de financiamento externo liberada pelo Senado Federal, o projeto aguarda interesse do governo Estadual para ter sequência.

“Pela proposta, o Beira Rio será todo reconstruído. O projeto prevê reconstrução de encosta; urbanização e as famílias voltariam para as casas”, disse o secretário Municipal de Gestão Governamental, Cássio Augusto da Costa Marques, ao Diário Online.(Com informações do Diário Online)

Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)

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