Os países ricos provocaram uma crise, cuja conta está sendo paga também pelos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. A crise financeira internacional já afetou vários segmentos, e um dos mais influenciados foi a indústria automobilística.
De acordo com a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), houve uma queda de 22,28%, nas vendas de veículos em novembro, sobre o mês de outubro. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 1º de dezembro.
Além das vendas, consequentemente também houve o recuo de emplacamentos. Segundo o setor de estatísticas do Departamento de Trânsito (Detran) de Campo Grande, a queda foi de 20%, no mês de setembro em Mato Grosso do Sul, quando houve o emplacamento de 6.298 veículos, contra 5.111 em outubro.Uma diferença de 1.187 veículos.
Para o diretor da 6ª Agência Nacional de Trânsito de Três Lagoas, Milton Gomes Silveira, a principal causa da redução é a crise financeira.
“Crise é sinônimo de desemprego. Atualmente está mais complicado comprar um veículo, principalmente os semi-novos. As financiadoras estão mais exigentes, querendo maior garantia. Outro fator determinante para as reduções, tanto de vendas, como de emplacamentos, é a escassez do crédito para os financiamentos, modalidade que é responsável por cerca de 70% das vendas no mercado interno”, justificou Gomes.
Importados
As vendas de veículos importados das marcas associadas à Associação Brasileira das Empresas Importadas de Veículos Automotores (Abeiva) também estão sentindo o reflexo da recessão.
Conforme a Associação, no mês de outubro houve a queda de 26,29% em relação a setembro, num total de 2.616 unidades. Já os dados de emplacamento também indicam baixa de 8,51% no período, com 3.236 unidades registradas em outubro. (Perfil News)


