O prefeito Ruiter Cunha afirmou que existem apenas indícios do esquema de fraude em licitações e desvio de dinheiro público na administração de Corumbá e que “todos são inocentes até que se prove o contrário”. A declaração foi dada na noite de ontem (1º), em entrevista coletiva.
Foi a primeira vez que o chefe do Executivo se pronunciou desde quinta-feira (31), quando foi deflagrada pela Polícia Federal a Operação Decoada, com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE) e Controladoria-Geral da União (CGU). A prefeitura foi fechada e quatro pessoas foram presas, incluindo o secretário de Finanças e Administração, Daniel Martins Costa, e o assessor especial Carlos Porto.
Segundo a Procuradoria da República, as irregularidades detectadas envolvem milhões de reais em recursos públicos federais destinados à saúde, educação e infraestrutura no município de Corumbá.
“Para nós que vivemos em um Estado Democrático de Direito, todos são inocentes até que se prove o contrário. Nós repudiamos qualquer tentativa de se fazer o contrário. Não dá para uma acusação ser sustentada e, a partir daí, dizer que uma pessoa é culpada”, disse o prefeito.
“Indícios, existem, mas só indícios. A materialização é outra coisa. Eu acho que a gente tem que dar, como disse, à toda aquelas pessoas que estão envolvidas, o direito sagrado que elas têm de serem inocentes até que se prove o contrário. Eu gostaria que isso fosse bem claro, cristalino. Essas pessoas, como eu falei, são mães e pais de família, são filhos”, prosseguiu. “São pessoas que se envolvem, se dedicam à sociedade e devem ser tratados como tal. Vamos chamar de bandidos aquelas pessoas que forem condenadas. Essas sim, vamos criticar, exigir que elas tenham o apenamento que a lei determina”, acrescentou.
