Com a torcida barulhenta a favor e o status de atual campeã olímpica, a China abriu logo 3 a 0 no início do primeiro set. O primeiro ponto do Brasil só saiu numa bola de fundo de Mari – a defesa mandou para fora. O time da casa não deixava as brasileiras se aproximarem e, com 5 a 1, José Roberto Guimarães pediu tempo. A parada esfriou as chinesas, que passaram a cometer erros bobos. Percebendo a dificuldade das companheiras de meio, principalmente de Mari, Paula Pequeno passou a explorar o bloqueio. Sheilla fez o mesmo e ampliou o leque de opções da levantadora Fofão.
Após um bloqueio de Paula, o técnico Chen Zhonghe resolveu mexer no time. Só faltou combinar com Mari, que começou a se tornar um dos principais nomes do jogo. Walewska pôs o Brasil na frente com um saque flutuante: 18 a 17. Mesmo após um tempo do treinador chinês, Sheilla pôs no chão uma bola de contra-ataque. As brasileiras chegaram a 20, mas permitiram o empate. Com 21 a 21, Sassá entrou para sacar. A troca de pontos se estendeu até um bloqueio de Fabiana e uma cravada de Sheilla. Era o fim do primeiro set: 27 a 25.
Na segunda parcial, o Brasil pulou na frente. A forte defesa da China, no entanto, dificultava a vida da equipe verde-amarela. As ponteiras Paula Pequeno e Mari, além da oposta Sheilla, continuavam sendo as bolas de segurança de Fofão. O meio-de-rede, por sua vez, estava tão bem marcado que Walewska só conseguiu fazer seu primeiro ponto na partida após o segundo tempo técnico obrigatório. O placar mostrava 17 a 15 e, conforme o tempo ia passando, a torcida ia se acalmando no ginásio.
Um bloqueio de Sheilla deixou o Ginásio da Capital em silêncio. Mas foi por pouco tempo. A China logo apertou no placar, e Zé Roberto colocou Jaqueline e Thaisa no lugar de Paula Pequeno e Fabiana. As alterações confundiram as adversárias. A rede do Brasil aumentou e as chinesas não sabiam onde colocar a bola. Mari, até então o nome do jogo, desperdiçou dois ataques. Quando o Brasil abriu 24 a 20, o fantasma de Atenas mandou um recado. As chinesas fizeram dois pontos seguidos, mas a reação parou por aí. Um saque de Ruirui para fora garantiu mais um set para a seleção brasileira: 25 a 22.
No terceiro set, bastou manter a cabeça no lugar para fechar o jogo. Em nenhum momento a equipe deu a entender que poderia perder a vantagem conseguida nas duas primeiras parciais. Concentrado do início ao fim, o Brasil fechou o jogo e garantiu a sonhada vaga na final. (Fonte: Globo Esporte)
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