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Futebol Sul-mato-grossense

Troca do gramado do estádio Pedro Pedrossian entra na fase final de planejamento

Presidente da FFMS esteve no Rio de Janeiro e entregou projeto da obra ao presidente da CBF, Samir Xaud

João Gabriel Vilalba
Capital News

Anderson Ramos/Arquivo Capital News

As intervenções fazem parte de um projeto mais amplo de modernização do Estádio Pedro Pedrossian

As intervenções fazem parte de um projeto mais amplo de modernização do Estádio Pedro Pedrossian

A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) trabalha com o cronograma para iniciar, nas próximas semanas, a troca completa do gramado do Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, em Campo Grande.

O presidente da entidade, Estevão Petrallás, esteve na última semana no Rio de Janeiro (RJ), onde se reuniu com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, e entregou documentos com o projeto reformulado para instalação do novo gramado, implantação do sistema de irrigação e outras melhorias estruturais.

De acordo com Petrallás, o compromisso para a substituição completa do gramado foi reafirmado pela CBF. A intervenção prevê a retirada total da estrutura atual e a implantação de um novo campo, já equipado com sistema moderno de irrigação.

“É um compromisso já firmado anteriormente e que foi reforçado. A Federação vai assumir despesas relacionadas à recuperação da pista, dos bancos de reserva e da substituição completa do gramado, com implantação do sistema de irrigação”, destacou Petrallás.

Anderson Ramos/ Capital News

Estevão petrallás

Presidente da FFMS, Estevão Petrallás 

Em entrevista ao Capital News, o presidente da FFMS explicou que aguarda a aprovação definitiva dos documentos pela CBF para definir os custos da obra. Questionado sobre quais empresas poderiam executar o serviço, Petrallás afirmou que empresas de Campo Grande demonstraram interesse e capacidade técnica para participar do processo.

“Confesso que estamos ansiosos pela aprovação do documento. Entreguei ao presidente da CBF um relatório completo sobre a troca do gramado, que será realizada em três fases. A primeira é a recuperação da pista de acesso ao gramado; a segunda contempla a implantação da irrigação; e a terceira, mais complexa, será a retirada do gramado atual”, explicou.

Segundo Petrallás, a retirada do gramado é considerada a etapa mais delicada da obra, principalmente pela logística envolvendo a entrada e saída de caminhões pesados no complexo esportivo.

“Estamos trabalhando para que esse processo dure cerca de seis meses. A maior complexidade é justamente a retirada do gramado. A entrada e saída de caminhões dentro do Morenão exige um estudo detalhado para garantir que tudo seja feito dentro do prazo e que o novo gramado consiga se fixar adequadamente no solo”, afirmou.

Além do campo, também estão previstas melhorias nos bancos de reserva e na pista ao redor do gramado, que deverá ser revitalizada para eliminar o aspecto de terra e barro. A expectativa é que o estádio seja reaberto em janeiro de 2027, coincidindo com o início do Campeonato Sul-Mato-Grossense.

As intervenções fazem parte de um projeto mais amplo de modernização do Estádio Pedro Pedrossian. O Governo de Mato Grosso do Sul, atual gestor do espaço, prevê investimento de R$ 16,7 milhões.

Conforme o documento apresentado em março deste ano, o plano inclui adequações estruturais para garantir segurança e acessibilidade, como instalação de corrimãos, rotas de fuga, sistema de combate a incêndio e modernização da rede elétrica.

O projeto está dividido em três etapas. A primeira já foi concluída com a transferência da gestão do estádio da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para o Governo do Estado, encerrando um impasse que durava cerca de dez anos.

A segunda fase contempla as obras estruturais, com prazo estimado de até nove meses e conclusão prevista para dezembro de 2026.

Já a terceira etapa prevê a concessão do estádio à iniciativa privada, com estudos em andamento e possibilidade de contratos de até 35 anos, incluindo a adoção de naming rights — modelo que permite a venda do direito de nome do estádio, como ocorre em outras arenas do país.

A expectativa da Federação e das autoridades estaduais é de que, com as melhorias, o Morenão volte a ser um dos principais palcos do futebol sul-mato-grossense, impulsionando a retomada do esporte no Estado e ampliando a capacidade do espaço para receber grandes eventos nos próximos anos.

Divulgação/ UFMS

Morenão.jpg

Governo do Estado e FFMS projetam reabertura do Morenão no início de 2027

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