CP News: A primeira questão a ser tratada, prefeito, é a sua sucessão. Quem o senhor indicaria pelo PT para ocupar o seu cargo na prefeitura de Dourados, já que temos nomes fortes como é o caso do Biasoto, Krakheche e João Grandão?
Tetila: No caso da sucessão indico, como pré-candidato, o nome do professor e secretário de governo Wilson Biasotto, não só pela sua formação. Biasotto tem mestrado e doutorado pela USP. Tem também uma larga experiência administrativa. Biasotto foi chefe de departamento e diretor geral da UFMS/Dourados. Foi vereador e, pela segunda vez ocupa o cargo de secretário municipal de governo na nossa administração, revelando-se um profundo conhecedor da estrutura e do funcionamento da máquina pública. Indico-o também porque já existe um indicativo do PT, tirado em plenária, apontando o seu nome como pré-candidato do partido em Dourados.
CP News: Gostaríamos de saber quais as perspectivas do partido para o próximo pleito tendo Artuzi como um forte concorrente?
Tetila: As perspectivas são as melhores. A nossa administração fala por si. Nós, do PT douradense, pegamos a cidade em frangalhos e a transformamos numa belíssima metrópole regional. Agora, com a cidade explodindo em progresso, sobra-nos o discurso da competência e da prosperidade para vencer novamente.
CP News: Como está a questão da Justiça do Trabalho que havia cassado seu mandato, o caso já foi julgado?
Tetila: Fomos julgados, em segunda instância, e fomos absolvidos por unanimidade. Foram seis votos a nosso favor e nenhum contra. Que fique claro que a acusação que pairava sobre mim referia-se apenas à contratação de uma cooperativa de trabalhadores.
CP News: Com relação aos índices de repasse do ICMS aos municípios. Como esta essa questão já que Dourados seria um dos municípios com maior redução em relação a 2006?
Tetila: Entramos com recurso administrativo e estamos esperando de que seja acatado. Ainda não saiu a publicação do índice definitivo. De nossa parte, continuamos acreditando no bom senso do novo governo. Dourados é a cidade que mais cresce no Estado e tudo o que queremos é um ICMS justo para com o povo douradense.
CP News: Gostaríamos de saber sobre o risco de Dourados reduzir ainda mais a representatividade política já que um deputado estadual, Ari Artuzi e um federal, Geraldo Rezende, estão ameaçados de perder o mandato e os que poderão assumir não são de Dourados.
Tetila: A representatividade política de Dourados é algo que muito nos preocupa. Tínhamos três deputados federais. Agora só temos o Geraldo Resende. Caso perca o mandato, Dourados ficará zerada. Se bem que em Brasília temos o amparo do senador Delcídio e dos deputados Biffi e Vander Loubet que são somados à força do suplente João Grandão, que ainda dispõe de muitas emendas, por isso a transformação de Dourados continuará. Quanto à representatividade estadual, me perdoem, mas nem dá para comentar.
CP News: Como o senhor vê a apresentação de Amarildo como nome de consenso dos grupos de Delcídio e Zeca?
Conheço o Amarildo desde Presidente Epitácio, sua terra natal. Sempre foi em moço líder. Um defensor ardoroso da liberdade e da democracia. Sendo ele considerado pelo Delcídio e pelo Zeca, bom para ele e para o PT. Vejo no Amarildo um companheiro forjado na luta, com maturidade plena para conduzir um processo de entendimento não só entre Zeca e Delcídio, mas também para fortalecer a unidade petista, unidade essa que ganha fôlego com o sucesso do presidente Lula no Governo do Brasil.
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