Apontadas como uma das soluções para a falta de operários na construção civil, as mulheres representam apenas 1% da mão de obra do setor. A informação é da assessoria de imprensa do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Campo Grande).
De acordo com o sindicato, a construção civil precisa “desesperadamente” de mão de obra especializada como pedreiros, carpinteiros, pintores, mestres de obras e armadores.
O setor tem recebido muitas mulheres, mas o número ainda é muito pequeno. Estimasse que existam 40 mil trabalhadores na Capital.
Por conta dessa falta de profissionais para atender tantas obras, os salários dos pedreiros dispararam. “Quem não pagar mais de R$ 1.200,00 por um pedreiro, por exemplo, não consegue profissionais no mercado”, afirma o sindicato. “Quem pagar melhor leva os funcionários disponíveis mesmo aqueles que estão trabalhando em outras empresas”, diz o presidente do Sintracom, José Abelha.
Para o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Samuel da Silva Freitas, o Governo precisa investir na formação de mão de obra. “O governo deveria acelerar e estimular a formação de jovens profissionais para o setor”, disse.
Uma lei estadual reserva para mulheres 5% das vagas de emprego nas construções de obras públicas realizadas pela administração estadual.
Aprovada e promulgada no ano passado, a lei de autoria da deputada Mara Caseiro (PTdoB) determina que o Poder Executivo faça constar nos editais de licitações de obras públicas e em todos os contratos diretos uma cláusula com a exigência das vagas de emprego para o sexo feminino.


