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Economia Sexta-feira, 27 de Abril de 2012, 13:00 - A | A

Sexta-feira, 27 de Abril de 2012, 13h:00 - A | A

Mulheres representam 1% dos operários da construção civil em MS

Paulo Fernandes - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Apontadas como uma das soluções para a falta de operários na construção civil, as mulheres representam apenas 1% da mão de obra do setor. A informação é da assessoria de imprensa do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Campo Grande).

De acordo com o sindicato, a construção civil precisa “desesperadamente” de mão de obra especializada como pedreiros, carpinteiros, pintores, mestres de obras e armadores.

O setor tem recebido muitas mulheres, mas o número ainda é muito pequeno. Estimasse que existam 40 mil trabalhadores na Capital.

Por conta dessa falta de profissionais para atender tantas obras, os salários dos pedreiros dispararam. “Quem não pagar mais de R$ 1.200,00 por um pedreiro, por exemplo, não consegue profissionais no mercado”, afirma o sindicato. “Quem pagar melhor leva os funcionários disponíveis mesmo aqueles que estão trabalhando em outras empresas”, diz o presidente do Sintracom, José Abelha.

Para o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Samuel da Silva Freitas, o Governo precisa investir na formação de mão de obra. “O governo deveria acelerar e estimular a formação de jovens profissionais para o setor”, disse.

Uma lei estadual reserva para mulheres 5% das vagas de emprego nas construções de obras públicas realizadas pela administração estadual.

Aprovada e promulgada no ano passado, a lei de autoria da deputada Mara Caseiro (PTdoB) determina que o Poder Executivo faça constar nos editais de licitações de obras públicas e em todos os contratos diretos uma cláusula com a exigência das vagas de emprego para o sexo feminino.

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