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Economia Sexta-feira, 10 de Julho de 2015, 18:36 - A | A

Sexta-feira, 10 de Julho de 2015, 18h:36 - A | A

Industria da carne

Indústria frigorífica defende menos interferência do Governo no setor de carnes

Durante audiência pública, foi sugerida a formação de um fórum para levantar os reais números de impacto da crise nos pequenos, médios e grandes frigoríficos

Elizângela Lemes
Capital News

Divulgação/Assembleia

audiencia setor de carnes

Durante audiência pública, foi sugerida a formação de um fórum para levantar os reais números de impacto da crise nos pequenos, médios e grandes frigoríficos

Durante a audiência pública sobre Indústria da Carne em MS, realizada na sexta-feira (10), na Assembleia Legislativa, em Campo Grande, representantes da indústria de frigoríficos, defenderam o livre mercado e o mínimo possível de interferência do Governo na atividade empresarial.


Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul, Ivo Cescon Scarcelli, a intervenção desestabiliza dificulta o comércio do setor. “O nosso papel é atuante e estamos colaborando dispostos a contribuir com o mercado livre. Esperamos que não haja maiores consequências para os pequenos, médios e grandes produtores. Defendemos o mercado livre e menos intervenção do Governo, toda vez que ele começar a interferir começa a desestabilizar a comercialização e os modos operantes das indústrias”, explicou Ivo Scarcelli.


Para o diretor-executivo da indústria frigorífica JBS, Marcelo Zanata, é importante debater assuntos do segmento. “A audiência pública é muito válida para discutir o problema a nível Brasil de toda a cadeia. Temos que discutir para agregar valor aos nossos produtos através de animais de qualidade, o pecuarista otimizar as propriedades com maior número de animais possível, fazer algo para aumentar o número de animais disponíveis para abate, a fim de otimizar as fábricas e que novos frigoríficos sejam abertos no estado”, comentou.


Ele também argumentou que a situação pela qual passa o setor é reflexo do atual momento econômico. “É um problema que abrange o Brasil. A crise é de conhecimento de todos e também estamos sofrendo com ela. Nossos concorrentes também fecharam as portas porque não encontraram condições de sobreviver”, disse, completando que a redução do rebanho também tem prejudicado o setor. “Em Mato Grosso do Sul, a JBS está operando com 30% a menos da capacidade. Das catorze fábricas, fechamos duas. Entramos em um processo de otimização ao verificar que é possível atender a demanda com nove fábricas”, destacou.


O deputado estadual Paulo Corrêa (PR), que convocou a audiência, sugeriu a formação de um fórum para levantar os reais números de impacto da crise nos pequenos, médios e grandes frigoríficos e destacou a necessidade de equilíbrio entre os empresários. “A indústria de carne no Estado é muito importante e hoje representa no nosso PIB aproximadamente 15%. Nós estamos abatendo 4 milhões de cabeça por ano e o nosso rebanho é em torno de 20 milhões, portanto, é de suma importância que haja um equilíbrio entre o pequeno, médio e o grande industrial”, declarou, enfatizando a necessidade de diálogo entre representantes de todos os lados do setor e a importância da fiscalização por parte do legislativo.

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