Apesar da crise mundial, Mato Grosso do Sul registrou aumento no número de empregos em todos os setores econômicos de janeiro a junho deste ano, revelam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O crescimento foi de 5,06%, com a contratação de 159.171 funcionários com carteira assinada e criação de 22.971 vagas no mercado de trabalho (foram 136,2 mil desligamentos no período).
Apesar de ter apresentado um desempenho mais fraco em junho, a construção civil foi a principal responsável pelo saldo positivo no semestre, com aumento de 2.828 vagas no mercado de trabalho e crescimento de 8,51% em relação ao último semestre de 2011.
No primeiro semestre deste ano, a construção civil contratou 20.590 funcionários com carteira assinada, enquanto a quantidade de demitidos e demissionários foi de apenas 17.762 trabalhadores.
Já as vagas no setor de serviços tiveram crescimento de 7,21%. Foram 47.592 contratações e 37 mil demissões (saldo de 10,5 mil empregos).
Os setores de extração mineral e a indústria de transformação também tiveram resultados muito positivos, com variação de empregos, respectivamente, de 6,22% e 5,77%, em relação ao segundo semestre de 2011.
A agropecuária apresentou um crescimento um pouco mais tímido de 4,28%, com 23.189 contratações e 20.330 desligamentos de janeiro a junho deste ano.
Já a administração pública contratou 156 funcionários em Mato Grosso do Sul e desligou 45, resultando em um saldo de 111 vagas – número 3,06% maior que de julho a dezembro de 2011.
O pior resultado foi o do comércio, com crescimento de 1,05%. Foram 34.516 admissões e 33.373 demitidos ou demissionários – um acréscimo de 2.828 funcionários no período.
Mês
No mês de junho, os resultados foram menos animadores, demonstrando a possibilidade de um cenário pior neste segundo semestre. A atividade extrativa mineral foi a que teve melhor desempenho, com crescimento de 1,76% nas vagas de trabalho, em relação a igual mês de 2012. O saldo foi de 43 vagas no mercado de trabalho.
Outros setores como comércio e serviços tiveram aumentos pouco expressivos. No caso do comércio, o crescimento nas vagas no mercado de trabalho foi de apenas 0,04% em relação a maio. No setor público de 0,25%.
Possivelmente influenciado pelo período eleitoral, a administração pública teve crescimento zero, com sete contratações e igual número de desligamentos.
E o pior desempenho foi justamente o da construção civil, com queda de 0,36%, aumentando a insegurança com relação ao segundo semestre.
| EVOLUCAO DO EMPREGO POR NÍVEL SETORIAL EM MS | ||||
| NO SEMESTRE * | ||||
| SETORES | TOTAL ADMIS. | TOTAL DESLIG. | SALDO | VARIAC. EMPR % |
| EXTRATIVA MINERAL | 475 | 329 | 146 | 6,22 |
| INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO | 32.078 | 26.978 | 5.100 | 5,77 |
| SERV INDUST DE UTIL PÚBLICA | 573 | 377 | 196 | 5,43 |
| CONSTRUÇÃO CIVIL | 20.590 | 17.762 | 2.828 | 8,51 |
| COMÉRCIO | 34.516 | 33.373 | 1.143 | 1,05 |
| SERVIÇOS | 47.594 | 37.006 | 10.588 | 7,21 |
| ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | 156 | 45 | 111 | 3,06 |
| AGROPECUÁRIA | 23.189 | 20.330 | 2.859 | 4,28 |
| TOTAL | 159.171 | 136.200 | 22.971 | 5,06 |
| Fonte: mte-cadastro geral de empregados e desempregados-lei 4923/65 | ||||
| * Resultados acrescidos dos ajustes; a variação relativa toma como referência os estoques do mês atual e do mês de dezembro do ano t-1, ambos com ajustes. | ||||


