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Em números reais, 104 mil sul-mato-grossenses estavam fora do mercado de trabalho até dois meses atrás
A taxa de desemprego em Mato Grosso do Sul ficou em 7,8% no primeiro trimestre de 2016, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é maior taxa da série histórica, iniciada em 2012.
O índice de janeiro a março subiu 1,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Em números reais, 104 mil sul-mato-grossenses estavam fora do mercado de trabalho até dois meses atrás.
Mesmo com a alta do desemprego, o estado registrou o terceiro maior nível de ocupação do Brasil, que mede o número de pessoas economicamente ativas que estão empregadas. A taxa do 1º trimestre ficou em 59,7%, atrás apenas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Setores e renda
Entre as áreas de ocupação, o setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas é o que mais emprega trabalhadores, com 234 mil pessoas registradas. Em seguida, aparece administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (227 mil) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aqüicultura (155 mil).
Em média, o salário do sul-mato-grossense foi de R$ 1.864 no primeiro trimestre, o que representa uma leve alta de 0,3% na comparação com os três meses anteriores. Por área, administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais tem a maior remuneração média, de R$ 2.706.
Na sequência, aparece informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (R$ 2.217) e transporte, armazenagem e correio (R$ 1.936). Por outro lado, serviços domésticos tem a menor remuneração média, de R$ 743.
