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Economia Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018, 18:51 - A | A

Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018, 18h:51 - A | A

Balança comercial

Demanda mundial puxa exportações de minério de ferro do maciço de Urucum

Segundo a Semagro, Mato Grosso do Sul tem 165 empresas ligadas ao setor extrativista mineral, distribuídas em 10 municípios

Flávio Brito
Capital News

 

Divulgação/Vale

Demanda mundial puxa exportações de minério de ferro do maciço de Urucum

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O minério de ferro voltou a figurar entre os 10 principais itens da balança comercial de Mato Grosso do Sul. O minério de ferro é o sétimo produto no ranking das exportações, atrás da soja em grão, celulose, carne bovina, açúcar, milho e frangos, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). A queda na demanda mundial havia forçado uma baixa considerável na produção e exportação do produto e agora o setor comemora sinais claros de recuperação. 

 

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Midc), no ano passado, Mato Grosso do Sul exportou 3,742 milhões de toneladas de minério de ferro, garantindo divisas de US$ 124,031 milhões. Alta ainda mais expressiva foi registrada nas exportações de manganês. Embora com participação inferior na balança comercial (1,89%), o minério gerou um faturamento de US$ 90,615 milhões, 74,11% a mais em comparação a 2016.

 

Segundo a Semagro, Mato Grosso do Sul tem 165 empresas ligadas ao setor extrativista mineral, distribuídas em 10 municípios (Corumbá, Ladário, Bela Vista, Terenos, Três Lagoas, Campo Grande, Itaporã, Bodoquena, Paraíso das Águas e Miranda, que geram mais de 4,3 mil empregos formais e valor bruto de produção estimado em R$ 3,876 milhões. Em relação às exportações do setor, 57% são referentes a minério de ferro, 35% de minerais não metálicos, 6% de ferro gusa e ferro-ligas e 2% de produção de metal. 

 

“O minério de ferro reverteu a queda de 2016 com considerável aumento em 2017 e boas expectativas para 2018. Em janeiro deste ano rendeu US$ 12 milhões, com crescimento de 81% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado”, destaca o secretário da pasta, Jaime Verruck, lembrando que a mineração “é extremamente importante para o desenvolvimento das sociedades. A demanda por aço é crescente no mundo todo, como demonstram as estatísticas e a própria evolução da nossa balança comercial”.

 

De acordo com  Verruck, Mato Grosso do Sul vive um momento muito bom para estimular a extração e a produção de minério de ferro, primeiro porque há uma demanda muito grande em todo o mundo e, segundo, porque Mato Grosso do Sul é a segunda maior região ferrífera do Brasil, depois do quadrilátero formado por Minas Gerais.

 

De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Filmes), nas empresas do setor extrativo mineral, com valor bruto de produção equivalente a 4,5% da indústria (cerca de R$ 1,49 bilhão), trabalham 2.634 funcionários, que ganham o segundo melhor salário médio do setor industrial, R$ 2.729. A massa salarial movimentada pela mineração chega a R$ 86,3 milhões.

 

O minério de ferro e o manganês da reserva de Urucum são de ótima qualidade e tudo que é extraído do maciço de Corumbá e Ladário é destinado à China e Argentina. Das reservas brasileiras, o estado de Minas Gerais tem o produto com maior teor de ferro, seguido por Mato Grosso do Sul e Pará (Carajás). China e Austrália são grandes produtores, mas seus minérios não apresentam a mesma qualidade.

 

A indústria de base é a que mais precisa do minério de ferro para dar continuidade a seus procedimentos, visto que o ferro é considerado como um importante componente para muitas linhas de produção. A siderurgia é o principal destino, consumindo 75% de todo minério extraído das jazidas, para constituição do aço, usado na indústria automobilística, nas estruturas da construção civil, máquinas e eletrodomésticos em geral.

 

Incentivos fiscais

O setor da mineração dispõe de quatro medidas tributárias que incentivam a produção no Estado. Isenção interna e redução da base de cálculo de 60% do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais de calcário e gesso destinados ao uso exclusivo na agricultura, como corretivo ou recuperador de solo; isenção e redução da base de cálculo do ICMS de 60% nas operações interestaduais de gipsita, vermiculita e fosfato natural bruto; isenção interna para argila destinada à fabricação de produtos cerâmicos: e isenção de ICMS nas operações de vendas internas de cimento, areia ou pedra destinados à execução de obras de reparação de rodovias dentro do Estado.

 

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