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Mato Grosso do Sul

Vale descarta novos investimentos em mina de Corumbá

Mineradora comunica decisão ao mercado, enquanto atual controladora mantém plano para ampliar produção até 2029

Elaine Oliveira
Capital News

A Vale informou que não fará novos investimentos no ativo de minério de ferro localizado em Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A decisão foi comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após a empresa concluir uma análise técnica, econômica e financeira sobre o empreendimento.

Em comunicado ao mercado, a mineradora afirmou que avalia regularmente oportunidades alinhadas às suas prioridades estratégicas, mas decidiu não prosseguir com aportes na unidade sul-mato-grossense.

“A Companhia avaliou a oportunidade e descartou qualquer investimento relacionado ao ativo de minério de ferro localizado em Corumbá”, informou a Vale.

O ativo deixou de pertencer à empresa em 2022, quando a Mineração Corumbaense Reunida foi vendida ao grupo J&F. A operação deu origem à LHG Mining, responsável atualmente pela exploração das minas no município.

Plano de expansão continua

Apesar da decisão da Vale, a LHG Mining mantém o plano de expansão da produção de minério de ferro e manganês. A meta é elevar o volume anual de 2 milhões de toneladas, registrado quando assumiu o empreendimento, para 25 milhões de toneladas até 2029. Atualmente, a produção gira em torno de 13 milhões de toneladas por ano.

Para alcançar esse objetivo, a empresa prevê investimentos em caminhões, escavadeiras, equipamentos de beneficiamento e na ampliação da estrutura logística, incluindo um novo berço de atracação no Terminal Privativo Gregório Curvo, na Hidrovia do Paraguai.

Segundo a empresa, cerca de 2,5 milhões de toneladas da produção permanecem no mercado brasileiro, enquanto o restante é destinado à exportação.

Logística será ampliada

O minério extraído em Corumbá é transportado pela Hidrovia do Paraguai até o Uruguai, onde é transferido para navios de maior porte com destino, principalmente, aos mercados da China e da Europa.

Desde que assumiu a operação, a LHG Mining ampliou sua estrutura logística. A frota passou de 18 para 28 rebocadores e de 252 para 293 barcaças em operação. Além disso, a empresa informou que outros 21 rebocadores e 400 barcaças estão em construção.

A expectativa é que, até 2028, a companhia conte com 49 rebocadores e cerca de 700 embarcações, reforçando a capacidade de escoamento da produção e sustentando o crescimento previsto para os próximos anos.

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