Operação da Polícia Civil de Santa Catarina apura uso de empresa de fachada para movimentar dinheiro do tráfico de drogas
Uma pessoa, cuja identidade não foi divulgada, foi alvo da Operação Tela Oculta, deflagrada na manhã desta terça-feira (14) pela Polícia Civil de Santa Catarina. O investigado, que reside em Mato Grosso do Sul, é suspeito de integrar uma organização criminosa acusada de lavar cerca de R$ 1,1 bilhão provenientes do tráfico de drogas por meio de falsas vendas de colchões.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Combate às Drogas (Decod), da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça (SC). As investigações começaram após a identificação de uma residência que funcionaria como um "escritório do crime", ligada ao tráfico de drogas e a outras atividades ilícitas.
Com o avanço das diligências e das análises financeiras, os investigadores identificaram uma ampla rede de movimentações bancárias e conexões entre os integrantes do grupo.
Segundo a Polícia Civil, as transações financeiras investigadas somam aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Parte dos recursos teria sido direcionada a uma empresa cuja proprietária foi presa em 2024, no Mato Grosso, durante uma operação que resultou na apreensão de maconha.
De acordo com a NSC TV, a empresa apontada como fachada está registrada em Mato Grosso, enquanto a responsável pelo empreendimento atualmente reside em Mato Grosso do Sul, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
As investigações indicam que a empresa funcionava como uma central financeira destinada ao recebimento, circulação e ocultação de recursos obtidos com o tráfico de drogas.
Ao todo, a Justiça expediu 32 mandados de prisão e 80 de busca e apreensão. Até a divulgação do balanço parcial da operação, 16 pessoas haviam sido presas.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam cerca de 32,6 quilos de uma substância semelhante à cocaína. Em outro endereço ligado ao grupo, foram encontrados aproximadamente 1,2 tonelada de maconha, 17,6 quilos de crack, 15,1 quilos de haxixe, comprimidos de ecstasy e produtos utilizados para o preparo e mistura de drogas.
Também foram apreendidas três pistolas calibre 9 milímetros, uma carabina calibre 5,56, uma granada de mão, mais de 200 munições e dois kits de conversão para armamentos.
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