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Economia Sexta-feira, 07 de Novembro de 2025, 17:05 - A | A

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Tarifa Horária

Uso consciente da energia pode baratear conta de luz, diz ANEEL

Mudança pode reduzir gastos para quem usa energia fora do horário de pico

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação/ Portal MS

Mudança pode reduzir gastos para quem usa energia fora do horário de pico

Mudança pode reduzir gastos para quem usa energia fora do horário de pico

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) iniciou estudos para atualizar o modelo de cobrança da conta de luz entre os consumidores de baixa tensão. A ideia é adequar o sistema tarifário à nova realidade do setor elétrico, marcada pela expansão das fontes solar e eólica.

A mudança mira, principalmente, comércios e residências com consumo acima de 1.000 kWh por mês, que representam cerca de um quarto da demanda nacional nessa categoria.

Hoje, o Brasil vive um cenário em que há excesso de energia limpa durante o dia, especialmente entre 10h e 14h, quando a geração solar atinge o pico. Já no período noturno, entre 18h e 21h, a demanda cresce e o custo de produção sobe, exigindo o acionamento de usinas mais caras. “Queremos que o preço da energia reflita esses horários de sobra e escassez, estimulando o consumo consciente”, explicou a ANEEL.

A proposta conhecida como Tarifa Horária funcionará como um incentivo econômico: quem concentrar o uso de energia fora dos horários de pico poderá pagar menos. Segundo a agência, a iniciativa amplia a transparência e segue o modelo já adotado por grandes indústrias e comércios, que operam com valores variáveis ao longo do dia. A novidade deve substituir gradualmente a Tarifa Branca, que teve baixa adesão entre os consumidores residenciais.

Para viabilizar a mudança, será necessária a troca dos medidores de energia por equipamentos capazes de registrar o consumo hora a hora. A substituição ficará sob responsabilidade das distribuidoras, dentro dos seus planos de modernização. A proposta ainda será debatida em Consulta Pública, e a expectativa é que comece a ser aplicada a partir de 2026. De acordo com a ANEEL, o novo sistema ajudará a reduzir desperdícios, postergar investimentos em infraestrutura e diminuir os custos da eletricidade para todos os brasileiros.

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