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Economia Domingo, 20 de Setembro de 2026, 07:24 - A | A

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Renegociações

Mato Grosso do Sul supera 1,3 milhão de inadimplentes mesmo com 307 mil acordos

Renegociações cresceram 33% entre maio e agosto, mas estoque de dívidas no Estado avançou para R$ 11,27 bilhões

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação/Aced

Campanha irá oferecer juros diferenciados para negociação de dívidas de inadimplentes

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Mesmo com o aumento expressivo na renegociação de dívidas, Mato Grosso do Sul encerrou agosto com 1.325.423 consumidores inadimplentes. Entre maio e agosto deste ano, foram fechados 307.044 acordos no Estado, volume 33% maior que as 230.824 negociações registradas no mesmo período de 2025. Ainda assim, o número de pessoas com contas em atraso aumentou em 18.437 desde maio, quando havia 1.306.986 consumidores nessa situação.

O avanço também aparece no volume financeiro das pendências. Em quatro meses, o número de dívidas passou de 6.130.700 para 6.287.531, acréscimo de 156.831 registros. O valor acumulado devido pelos consumidores sul-mato-grossenses cresceu aproximadamente R$ 306,5 milhões, saindo de R$ 10,95 bilhões em maio para R$ 11,27 bilhões em agosto. Na comparação com julho de 2025, o contingente de inadimplentes cresceu cerca de 10,3%, com mais de 123 mil pessoas entrando nessa condição.

As renegociações, por outro lado, mostram que mais consumidores estão procurando alternativas para reorganizar as contas. Somente em uma ação promovida em setembro, Mato Grosso do Sul registrou 3.459 acordos em um único dia. No País, entre maio e agosto, foram realizadas 19,7 milhões de negociações, crescimento de 36% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O número de brasileiros que buscaram regularizar débitos também avançou de 7,1 milhões para 9,4 milhões.

Entre os sul-mato-grossenses inadimplentes, bancos e cartões concentram 28% das dívidas, seguidos pelas contas de serviços básicos, como água e energia, com 18,64%. Financeiras aparecem com 18,12%, serviços com 13,56% e o varejo representa 9,18%. “Esse comportamento indica que, para muitos brasileiros, o cartão deixou de ser apenas uma alternativa para compras parceladas e passou a integrar o planejamento financeiro cotidiano”, afirma Camila Martins, gerente de Crédito da Serasa.

Para especialistas, o crescimento dos acordos precisa ser acompanhado por mudanças na organização financeira das famílias para evitar que uma nova dívida substitua aquela que acabou de ser negociada. “Renegociar a dívida resolve o problema imediato, mas é a educação financeira que evita que ele volte a se repetir”, avalia Aline Vieira, especialista em educação financeira. Uma pesquisa feita com consumidores reforça o alerta: metade dos entrevistados afirmou ter gasto mais do que havia planejado no primeiro semestre, cenário que ajuda a explicar por que a renegociação cresce ao mesmo tempo em que a inadimplência continua avançando.

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