Campo Grande 00:00:00 Domingo, 09 de Agosto de 2026


Agronegócio Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2025, 14:09 - A | A

Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2025, 14h:09 - A | A

Seca histórica

Seguro rural em Mato Grosso do Sul registra queda na procura e clima adverso agrava prejuízos

Em comparação com o mesmo período de 2023, a procura pelo seguro foi maior

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação Carolina Lorencetti

Estimativa de 51,7 sacas por hectare depende de chuvas nas próximas semanas

Estimativa de 51,7 sacas por hectare depende de chuvas nas próximas semanas

A seca histórica que atingiu Mato Grosso do Sul no ano passado teve consequências devastadoras, especialmente no sul do Estado, onde as lavouras enfrentaram perdas de até 70%. Apesar disso, a procura pelo seguro rural no atual ciclo foi menor do que no ano passado. Entre outubro e dezembro de 2024, foram firmados 669 contratos de seguro, cobrindo 19 mil hectares, com um total de R$ 74 milhões em valores segurados, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Durante o mesmo período, 34 contratos foram acionados, resultando em R$ 3,9 milhões em pedidos de indenização para perdas em 967 hectares. O total segurado para a safra de 2024 representa apenas 0,44% da área plantada com soja em Mato Grosso do Sul, que é estimada em 4,5 milhões de hectares. Esses números, embora alarmantes, ainda não refletem a situação completa, pois os dados de janeiro de 2025 ainda não foram contabilizados.

Em comparação com o mesmo período de 2023, a procura pelo seguro foi maior. No ano passado, 711 contratos foram firmados, cobrindo 25 mil hectares e totalizando R$ 91 milhões em valores segurados. Naquele ano, 358 contratos foram acionados, com 320 sendo deferidos, resultando em R$ 33 milhões em indenizações para 13 mil hectares.

O corretor especializado em Seguro Agrícola, Felipe Sevignini Mendes, aponta que a menor procura por seguros em 2024 está relacionada à capacidade financeira reduzida dos produtores. Muitos enfrentaram safras difíceis e, por isso, optaram por cortar custos, mesmo diante de perdas climáticas mais severas. Mendes destaca que, embora a safra de 2024 tenha sido relativamente estável até dezembro, a falta de chuvas e o calor extremo no final do ano agravaram os prejuízos.

O advogado especializado em Direito Agrário, Leandro Provenzano, alerta que além das dificuldades com o seguro rural, os produtores também enfrentam problemas com a renegociação de dívidas. Provenzano explica que, em casos de perdas comprovadas, os produtores têm o direito de solicitar a prorrogação de suas dívidas, incluindo financiamentos agrícolas e empréstimos. Para isso, é essencial reunir documentos comprobatórios das perdas e apresentar um plano de pagamento detalhado. Ele também reforça a importância de acionar o seguro assim que houver sinais de risco nas lavouras e destaca que os produtores devem agir rapidamente para evitar prejuízos maiores.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS