Mato Grosso do Sul vive um novo momento na piscicultura, com crescimento acelerado e mudança estratégica que vai além da produção primária. Dados apresentados durante o Encontro Técnico de Piscicultura, na Expogrande 2026, apontam que o Estado está consolidando sua posição como um dos principais polos nacionais, com foco na industrialização e na exportação.
Atualmente, o Estado já ocupa a 6ª posição na produção de tilápia no Brasil, tendo como destaque o município de Selvíria, responsável por 9,71 mil toneladas, seguido por Mundo Novo e Dourados. O avanço é impulsionado pela profissionalização do setor e pela abertura de mercados internacionais.
Segundo a economista Bruna Mendes Dias, o cenário é de transformação estrutural. “O mercado de pescado atravessa uma mudança estrutural clara, onde a produção controlada via aquicultura substitui a pesca extrativa. A tilápia hoje é uma commodity global, e o MS está pronto para essa demanda”, afirmou.
A mudança mais significativa está no perfil das exportações. Se antes o Estado comercializava principalmente peixe fresco, agora a aposta está em produtos processados, como filés congelados. Em 2025, os Estados Unidos concentraram praticamente toda a demanda externa, com 99,96% das exportações sul-mato-grossenses, somando mais de US$ 1,3 milhão.
Para especialistas, o futuro da piscicultura no Estado está diretamente ligado à agroindústria. “A oportunidade está na agregação de valor. A margem de lucro dependerá cada vez mais da eficiência e da capacidade de industrialização dentro da cadeia produtiva”, destacou Bruna.
O crescimento também acompanha uma tendência global. A piscicultura brasileira ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas em 2025, com a tilápia representando cerca de 70% da produção. A demanda mundial por pescado deve continuar em alta, com projeção de aumento de 735 mil toneladas até 2055.
Além da tilápia, Mato Grosso do Sul também se destaca na produção de espécies nativas. O Estado ocupa a 6ª posição na produção de pacu e patinga, liderada por Ponta Porã, e a 11ª colocação em pintado e cachara, com destaque para Rio Brilhante.
Com esse cenário, o Estado reforça sua estratégia de se tornar uma potência agroambiental, aliando crescimento econômico, sustentabilidade e inserção competitiva no mercado internacional de proteína animal.
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