A produção de citros avança em Mato Grosso do Sul e já movimenta investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões. A meta do setor é alcançar 50 mil hectares de pomares formados até 2030, fortalecendo a diversificação econômica, a geração de empregos e a atração de novos empreendimentos para o Estado.
Segundo a Semadesc, MS já soma cerca de 35 mil hectares de projetos prospectados, com mais de 7 milhões de mudas plantadas. Mesmo ainda fora do grupo dos maiores produtores nacionais — liderado por São Paulo — o Estado se destaca pelo clima favorável, disponibilidade de terras, logística estratégica e segurança jurídica.
Para o secretário Jaime Verruck, a citricultura se consolida como uma nova frente de crescimento. “O Estado construiu uma base sólida de segurança jurídica e sanitária, o que dá confiança aos investidores e permite um avanço sustentável da atividade”, afirmou.
Grandes grupos do setor já ampliam presença em MS, como a Cutrale, que possui 5 mil hectares em Sidrolândia e projeta colher até 8 milhões de caixas por safra no futuro. Empresas como Citrosuco, Cambuy, Frucamp, Agro Terena e Grupo Junqueira Rodas também investem no Estado. “A qualidade do solo e o apoio institucional fazem a diferença”, avaliou o produtor Eduardo Sgobi, enquanto a empresária Sarita Junqueira Rodas destacou que “o ambiente favorável permite estruturar projetos sólidos e formar mão de obra, com crescente participação feminina no campo”.
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