O avanço da colheita da segunda safra continua pressionando os preços do milho no mercado interno e nos portos brasileiros. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as cotações registram queda na maior parte das regiões acompanhadas e, em algumas praças produtoras, as médias parciais de junho já são as menores do ano em termos nominais.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os consumidores seguem atentos ao ritmo da colheita da safrinha e indicam possuir estoques suficientes para atender à demanda no curto prazo. Diante desse cenário, muitos compradores têm optado por adiar novas aquisições.
Outro fator que influencia essa postura é a recente queda dos preços internacionais do cereal, que reduz a paridade de exportação e diminui a competitividade das vendas externas.
Do lado da oferta, produtores que não precisam gerar caixa imediatamente ou liberar espaço nos armazéns continuam restringindo a comercialização, aguardando condições mais favoráveis de mercado.
Além das questões comerciais, o setor acompanha com atenção os impactos climáticos. A atuação do fenômeno El Niño foi confirmada no Brasil e pode influenciar diretamente o planejamento da próxima safra.
A expectativa é de aumento das chuvas na Região Sul, enquanto o Centro-Oeste pode enfrentar irregularidade nas precipitações e temperaturas mais elevadas. Segundo o Cepea, esse cenário pode afetar a semeadura do milho de verão no Sul do país e provocar atrasos na safra de soja no Centro-Oeste, comprometendo o calendário ideal para o plantio da segunda safra de milho em 2027.
O comportamento do clima nos próximos meses será determinante para as perspectivas de produção e formação dos preços do cereal no mercado nacional.
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