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Cultura e Entretenimento Quarta-feira, 04 de Março de 2015, 16:49 - A | A

Quarta-feira, 04 de Março de 2015, 16h:49 - A | A

SOS Cultura reclama de falta de diálogo com prefeitura por não enviarem representante a audiência

Luana Rodrigues - Capital News

Conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande, nenhum secretário ou representante do prefeito Gilmar Olarte irá participar da audiência pública que será realizada por volta das 17h, na Câmara Municipal. A audiência irá tratar da inadimplência da Fundação Municipal de Cultura (Fundac) com contratos de prestação de serviços, não pagamento dos recursos FMIC e Fomteatro, execução orçamentária para 2015 - aplicação de 1% para a cultura e o cumprimento das metas do Plano Municipal da Cultura.

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Rodrigo Teixeira, organizador do manifesto
Foto: Deurico/Capital News

Segundo a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), um ofício informando e convidando a presidência da Fundac e o secretaria de finanças e orçamento do município para a audiência, foi protocolado no dia 26 de fevereiro. “Nós enviamos o ofício á presidente Juliana Zorzo e ao secretário André Luiz Scaff, eles receberam esse comunicado e informaram para o vereador Vanderlei Cabeludo que não tinham autorização do prefeito para vir à audiência”, afirmou a vereadora.

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Vereadora disse que encaminhou um ofício à Prefeitura informando sobre a audiência
Foto: Deurico/Capital News

Nesta terça-feira (04), a assessoria de imprensa da Prefeitura divulgou uma nota sobre a manifestação ocorrida no prédio da Fundac. “Sobre as reivindicações do grupo, a Prefeitura esclarece que neste primeiro trimestre a prioridade é manter o custeio da máquina administrativa, dos serviços públicos e, inclusive, a Cultura, buscando cumprir as metas ao longo do primeiro semestre de 2015”, informou a nota.

De acordo com a Secretaria de Planejamento, Finanças e Controle, no ano passado foram pagos cerca de R$ 400 mil em cachês e eventos que estavam atrasados. Neste ano, até o final de março, há previsão de mais pagamentos, no valor de R$ 87 mil. Ainda conforme a nota, “A Prefeitura de Campo Grande considera importante a pauta de reivindicações apresentada pelo grupo e reconhece a legitimidade dos movimentos e o direito à opinião livre e plural. No entanto, a Prefeitura de Campo Grande não compactua com invasões e atos de confronto. Por isso, optou pela negociação e não for possível uma saída negociada, a Prefeitura usará dos meios legais para garantir a reintegração de posse para que a Fundação possa voltar à normalidade e continuar trabalhando para desenvolver a Cultura no município”.

“É a cultura que faz a sociedade, é a cultura que forma o cidadão, é através dela que nós temos a possibilidade de fazer uma sociedade igualitária, por isso nós lutamos para que os projetos e ações culturais sejam mantidos”, considera Tânia Galdi, escritora, integrante do manifesto.

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Cartazes pediam diálogo e atenção á Cultura
Foto: Deurico/Capital News

O prédio da Fundac foi desocupado às 14h desta quarta-feira (04), em seguida, os manifestantes fizeram uma carreata até a Câmara Municipal também como forma de chamar atenção a manifestação.

Ofício

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