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Cultura e Entretenimento Terça-feira, 11 de Novembro de 2008, 17:20 - A | A

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008, 17h:20 - A | A

Bêbados Habilidosos se apresentam com Fafá de Belém neste domingo

Da Redação

Devido ao mau tempo, o show da semana passada com a cantora Fafá de Belém foi remarcado para este domingo (16/11), no MS Canta Brasil, projeto da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul que oferece shows mistos de músicos locais e personalidades consagradas no Parque das Nações Indígenas, em frente ao lago. O grupo sul-mato-grossense convidado é a banda Bêbados Habilidosos, que vai se apresentar no lugar de Olho D´Água, de Três Lagoas, que tinha compromisso para a data. Com entrada gratuita, os shows começam às 17h30.

Formada por ex-membros da extinta “Blues Band”, considerada a primeira banda de blues do Estado, Bêbados Habilidosos tem como ponto comum a paixão pelo ritmo nascido às margens do Mississippi nos Estados Unidos: o blues. O baixista Marcelo Rezende conta que o grupo está em processo de pré-produção de seu terceiro disco, “Vida Dura”, que deve terminar as gravações em dezembro deste ano e ser lançado no começo de 2009. O primeiro disco, “Envelhecido 12 anos”, foi lançado em 2004 com recursos do FIC/FCMS, e o segundo, “Embriagados (Ao Vivo)”, é de 2006. Recentemente, Bêbados Habilidosos entrou na trilha sonora do filme “Minha Vida não Cabe num Opala” (longa-metragem de Reinaldo Pinheiro, com roteiro adaptado de texto de Mário Bortolotto) com dois “hits” do Bêbados, como “Amigos de copo”. As músicas serão apresentadas neste MS Canta Brasil junto com outras composições do grupo, que tem o repertório formado em 90% por composições próprias e em 10% restantes se completam por clássicos do gênero, de B.B. King a James Brown.

Atualmente integram a banda Renato Fernandes, que além de vocalista e compositor, é também considerado a alma dos Bêbados e um dos precursores do Blues na cidade; o baixista Marcelo Rezende, músico “de berço”, filho de guitarrista, neto de violeiro e bisneto de construtor de violas e violões; o baterista Erik Taton, filho de Miguelito, músico famoso e respeitado em nossa cidade, e o guitarrista Rodrigo Paiva, que é ex-integrante das bandas Emoções Baratas, Bêbados Habilidosos (primeira formação), Dose Dupla Blues Band, Setor F, Mr. Brown, Pau no Gato, que foi influenciado por Stevie Ray Vaughn, Freddie King, Alvin Lee, Led Zeppelin, Elvis e por gêneros como o jazz, Blues e Rock´n Roll.

Após show de Bêbados Habilidosos, apresenta-se Fafá de Belém. Dona de uma das mais expressivas vendagens de discos no mercado nacional, Fafá de Belém, nascida Maria de Fátima Palha de Figueiredo, tem realizado uma atribulada agenda de shows, de feiras de agropecuária no interior do país e shows em praça pública até temporadas no eixo Rio-São Paulo, incluindo o Cassino Estoril, em Portugal. Em Campo Grande, Fafá de Belém irá apresentar hits e canções inéditas em um show similar ao de seu primeiro DVD, “Fafá de Belém Ao Vivo”, gravado em outubro de 2006 no Theatro da Paz, na capital paraense.

Fafá lançou seu primeiro LP em 1976, Tamba Tajá. Seu canto seduziu até o demolidor crítico de música brasileira do Jornal do Brasil, o temido José Ramos Tinhorão, que se derramou em elogios à jovem artista, apontando-a como “uma cantora destinada a figurar no primeiro time da atual geração de grandes intérpretes brasileiros.” O álbum seguinte, “Água” (1977) confirmava a previsão: atingiu cerca de 95 mil cópias vendidas.

Embora jamais tenha pensado em ser cantora profissional, desde os 9 anos de idade, Fafá de Belém era uma atração nas festas promovidas pela família ou nas casas de amigos. Apesar de menina, interpretava como gente grande “Ouça”, sucesso de Maysa, ou “Eu e a Brisa”, de Johnny Half. Era uma garota que, como os da sua geração, amava os Beatles, era fã de Roberto Carlos e da turma da Jovem Guarda, mas também fascinada por jazz, música clássica, e que se emocionava ouvindo os grandes cantores de rádio, como Cauby Peixoto, Angela Maria, Núbia Lafayette e Orlando Silva.

“Hoje me vejo como uma cantora dos grandes amores, das perdas e dos reencontros. Se a música não me arrepiar, não gravo. Se não for personagem da letra, não consigo interpretar. Sou um dramalhão, uma passional” - costuma afirmar a interpréte de “Nuvem de Lágrimas”, primeira canção sertaneja a tocar nas FM’s do Rio.

O amplo leque de sua formação musical está refletido na seleção de seu repertório. Música regional, pérolas do cancioneiro popular, como “Que Queres Tu De Mim”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, ou “Você Vai Gostar” (Casinha Branca) de Elpídio dos Santos. Rock, boleros, ritmos caribenhos, guarânias, afoxé, lambadas, sambas-canções, composições dos grandes nomes da MPB, Marcha-rancho, sertanejo, e muitos outros ritmos.

Fafá virou marca nacional: símbolo de alegria, com aquela gargalhada estrondosa e sincera; de saúde, como bela mulher brasileira que batizou até as lanternas do antigo Fusquinha; de liberdade, símbolo de um movimento político que fez milhões de brasileiros se emocionarem com sua interpretação do hino pátrio. (Com assessoria)
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